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El Niño 2026: o que você precisa saber sobre o clima

Desde o início deste ano, profissionais e especialistas acompanham com preocupação os impactos que o El Niño pode provocar no Brasil, já que seus efeitos podem se estender até o segundo semestre de 2027. O fenômeno é natural, mas o aquecimento global pode intensificar eventos extremos como chuvas fortes e ondas de calor. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), órgão vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), há 75% de probabilidade de que este seja o El Niño mais forte desde 1950.

O El Niño é o aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Ocorre de forma irregular, em intervalos de dois a sete anos, e costuma durar entre nove e 12 meses. Esse aquecimento mexe com a circulação dos ventos e com a distribuição das chuvas em escala global, com efeitos distintos em cada região brasileira.

No Sul, a tendência é de chuvas acima da média, o que aumenta o risco de alagamentos, enchentes e deslizamentos. Tempestades e ciclones podem aparecer com mais frequência. Quem vive na serra catarinense ou no litoral gaúcho conhece bem o peso de um verão mais úmido que o normal.

Nas regiões Norte e Nordeste, o cenário se inverte: períodos de seca e temperaturas mais altas deixam o território mais suscetível à escassez de água e às queimadas. Os rios podem baixar, o que compromete a produção de alimentos. No Centro-Oeste e Sudeste, ondas de calor mais frequentes e prolongadas vêm acompanhadas de tempo mais seco e maior risco de incêndios. Em algumas áreas, as chuvas seguem dentro da normalidade; em outras, ficam irregulares.

O Governo Federal montou um planejamento com medidas para as áreas de maior risco e definiu ações de preparação em conjunto com estados e municípios. Estão previstos R$ 1,335 bilhão para preparação e resposta a possíveis impactos. As medidas incluem abastecimento de alimentos, segurança alimentar, saúde, monitoramento hidrológico, fiscalização ambiental e combate a incêndios florestais.

A Secretaria-Geral da Presidência da República também conduz diálogos regionais, em etapas virtuais e presenciais, para ampliar a divulgação sobre prevenção e resposta a emergências climáticas e regionalizar a discussão sobre os efeitos do El Niño. Para a população, o caminho é acompanhar as informações dos órgãos oficiais e ficar atento às orientações das autoridades locais durante eventos extremos. preparação para eventos climáticos extremos em Minas Gerais

Vânia Drummond
Repórter de Cultura Mineira
De Ouro Preto, cobre cultura e patrimônio de Minas, do barroco ao festival de inverno com olhar afetivo.
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