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Sessão do STF foi para permitir novos vazamentos, diz Rogério Marinho

ResumoSenador Rogério Marinho (PL-RN) declarou que a sessão extraordinária do STF sobre o relatório da Polícia Federal teve caráter protelatório e serviu para permitir novos vazamentos. O julgamento foi interrompido por pedido de vista do ministro Flávio Dino, que tem até 90 dias para devolver os autos.

Senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que a sessão extraordinária do STF sobre o relatório da PF teve caráter protelatório e serviu para permitir novos vazamentos. Julgamento foi interrompido por pedido de vista de Flávio Dino, que tem até 90 dias para devolver os autos.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 16 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Sessão do STF foi para permitir novos vazamentos, diz Rogério Marinho

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro (PL), criticou nesta terça-feira (15) o adiamento da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Segundo ele, a sessão teve caráter protelatório.

"Foi feito para se ganhar tempo e para se permitir novos vazamentos, para aumentar o tumulto judicial e para se tentar livrar o ministro Alexandre de Moraes de que ele, a exemplo de qualquer cidadão brasileiro, possa prestar contas", declarou o parlamentar a jornalistas no Senado.

Marinho afirmou que a sessão passou uma sensação de impunidade e de frustração à sociedade. Para ele, há uma tentativa de blindar Moraes e impedir que o ministro preste esclarecimentos em uma eventual investigação. O senador também disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta se afastar politicamente de Moraes. "Há várias declarações do Lula colocando ele Moraes como defensor da democracia, como alguém que salvou o Brasil. É evidente que agora o Lula tenta se afastar dele", falou.

A sessão extraordinária analisou o relatório da Polícia Federal (PF) sobre mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O julgamento foi interrompido após um pedido de vista do ministro Flávio Dino. Na primeira parte da sessão, o ministro Gilmar Mendes pediu uma questão de ordem que incluía a solicitação pela análise conjunta dos casos de Alexandre de Moraes e André Mendonça.

Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes votaram a favor da questão de ordem. O voto dos ministros divergiu de Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia, que defenderam manter a análise separada dos dois casos. Apesar de ter votado a favor da questão de ordem, o voto de Dino não foi contabilizado no placar final pelo presidente da Corte, Edson Fachin, devido ao pedido de vista.

Ao fim da votação, pouco antes do encerramento, Fux disse a Fachin para que incluísse o voto de Dino. O presidente da Corte perguntou ao ministro se gostaria de ter contabilizado um voto acompanhando, que respondeu que não. Com o pedido de vista, Dino tem até 90 dias, prazo regimental, para devolver os autos ao plenário. Até lá, permanece o placar parcial de 4 a 3 pela manutenção dos julgamentos separados, sem decisão definitiva sobre a questão de ordem.

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