Serviços

PILILI: som da urna eletrônica completa 30 anos

ResumoO som PILILI da urna eletrônica brasileira completa 30 anos em 2026. Criado em 1996 como um beep diferenciado para alertar o mesário sobre a conclusão do voto, o sinal sonoro tornou-se símbolo do processo eleitoral do Brasil e mascote oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O PILILI, som emitido ao fim do voto na urna eletrônica, completa 30 anos. Criado em 1996 como um beep diferenciado para o mesário, virou símbolo do processo eleitoral brasileiro e mascote do TSE.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 16 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
PILILI: som da urna eletrônica completa 30 anos

O barulho que marca o fim do voto na urna eletrônica brasileira completa 30 anos. O PILILI, aquele som emitido quando o eleitor termina de votar, nasceu junto com a urna, desenvolvida em 1996. A origem não tem mistério: era um aviso funcional que virou símbolo sonoro do processo eleitoral.

A urna foi criada em 1996, quando o sistema eleitoral brasileiro migrava das cédulas de papel para a votação digital. Naquele momento, o som surgiu da necessidade básica de sinalizar ao mesário que o voto havia sido concluído com sucesso.

A explicação é de Giuseppe Janino, de Canoas, ex-secretário de tecnologia da informação do TSE e um dos autores que atuou no desenvolvimento do projeto da urna eletrônica brasileira. "Naquela época, em 1996, os recursos computacionais eram restritos. Não existiam dispositivos de multimídia. O máximo que o computador fazia era dar um 'beep'. O que tentamos fazer dentro do que era possível era um 'beep' diferenciado, para que o mesário conseguisse saber que o eleitor terminou o voto com sucesso", afirma.

Como o som virou símbolo das eleições

Três décadas depois, o aviso sonoro entrou na rotina das eleições brasileiras. Ganhou nome, rosto e se tornou a mascote oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O que era apenas um recurso técnico de conferência passou a integrar o imaginário de quem vota no Brasil.

A trajetória do PILILI acompanha a própria consolidação da urna eletrônica. O som que hoje é reconhecido por eleitores de todo o país nasceu de uma limitação técnica: sem dispositivos de multimídia disponíveis, a equipe trabalhou com o que o computador da época oferecia.

O que muda para o eleitor

Para quem vai às urnas, o PILILI continua cumprindo a função original: confirmar que o voto foi registrado. A diferença é que o beep diferenciado de 1996 se transformou em marca do sistema eleitoral brasileiro, reconhecida até por quem não acompanha o debate sobre tecnologia de votação.

O Tribunal Superior Eleitoral mantém a urna eletrônica como base do processo de votação no país. A mascote oficial, criada a partir do som, reforça a presença do PILILI na comunicação institucional da Justiça Eleitoral.

// Leia também

Publicidade