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UE condiciona retomada de embarques do Brasil a regra sanitária

ResumoA Comissão Europeia condiciona a retomada das exportações brasileiras de produtos de origem animal à comprovação de conformidade com as regras de resistência antimicrobiana. O porta-voz Olof Gill afirmou que o Brasil precisa atender aos requisitos sanitários da UE antes de novos embarques. A exigência visa garantir segurança alimentar e combater a resistência a antibióticos.

O porta-voz do comércio da Comissão Europeia, Olof Gill, disse que o Brasil só retomará exportações de produtos de origem animal à UE quando comprovar cumprimento das regras de resistência antimicrobiana.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 04 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
UE condiciona retomada de embarques do Brasil a regra sanitária

O porta-voz de comércio e segurança econômica da Comissão Europeia, Olof Gill, afirmou nesta sexta-feira (4) que o Brasil só retomará as exportações de produtos de origem animal para a União Europeia (UE) quando comprovar que cumpre os requisitos do bloco sobre resistência antimicrobiana. A declaração ocorreu em coletiva de imprensa em Bruxelas.

Segundo Gill, a questão sanitária é independente das negociações do acordo comercial entre UE e Mercosul. Ele explicou que existem frentes de trabalho distintas: de um lado, o bloco busca aproveitar o potencial do acordo; de outro, mantém regras próprias para garantir a segurança dos alimentos no mercado europeu.

A restrição atinge produtos de origem animal brasileiros e ocorre em meio à preocupação do setor exportador com as novas exigências europeias. As normas, relacionadas ao uso de medicamentos veterinários e à prevenção da resistência a antimicrobianos, foram introduzidas em 2018 e aplicadas aos produtores europeus desde 2022. Desde quinta-feira (3), valem também para importados de países terceiros.

"Assim que puderem demonstrar que estão em conformidade, as exportações desses produtos do Brasil para a União Europeia poderão ser retomadas", afirmou Gill. Ele reforçou que as regras são conhecidas há bastante tempo e que a UE realizou sessões informativas desde 2019 para auxiliar na adaptação. "Nossa abordagem é proporcional e não discriminatória", completou.

Gill destacou que o combate à resistência antimicrobiana é prioridade de saúde pública no bloco. A Comissão Europeia procurou dissociar o tema do acordo comercial, que chamou de "enorme importância" para ambos os lados. "O Brasil é um importante parceiro estratégico da União Europeia", disse.

Para produtores do interior, a mensagem é clara: a retomada das vendas ao mercado europeu depende de adequação sanitária, não de avanço diplomático. A expectativa agora é que as autoridades brasileiras apresentem a documentação exigida o quanto antes, para destravar um fluxo que sustenta cadeias da pecuária e da avicultura em várias regiões de Minas.

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