Brasil tem 2 milhões de pessoas que trabalham por meio de aplicativos
Cerca de 2 milhões de pessoas trabalharam por meio de aplicativos no Brasil em 2025, a maioria por conta própria e com jornadas mais longas. Rendimento-hora é 12% menor que o dos não plataformizados.
O Brasil registrou cerca de 2 milhões de pessoas trabalhando por meio de aplicativos em 2025, segundo levantamento divulgado pela Agência Brasil. A imensa maioria atua por conta própria, com jornadas semanais mais longas do que as dos demais ocupados no mercado de trabalho formal.
O rendimento-hora desse grupo é 12% menor que o dos trabalhadores não plataformizados, um dado que ganha relevância quando comparado à série histórica de ocupação no país. A diferença salarial não aparece isolada: ela vem acompanhada de carga horária mais extensa, o que indica condições de trabalho distintas das encontradas em empregos tradicionais.
Os números de 2025 reforçam um movimento que já vinha se desenhando nos anos anteriores, com a expansão das plataformas digitais como fonte de renda para parcelas crescentes da população. A reportagem original, assinada por Bruno de Freitas Moura, não detalha setores específicos nem regiões, mas o recorte nacional permite observar a dimensão do fenômeno.
Para especialistas em segurança pública e políticas de trabalho, o dado serve de alerta sobre a precarização de vínculos, ainda que a análise exija cautela. A comparação com o rendimento dos demais ocupados sugere que a plataformização não tem garantido equivalência de ganhos, mesmo com jornadas mais longas.
O levantamento não indica medidas em discussão nem propostas de regulação, mas o contexto aponta para a necessidade de acompanhamento estatístico contínuo. A Agência Brasil, fonte primária do dado, é referência oficial de informação pública no país.
trabalho por aplicativos e regulação no Brasil
renda e jornada de trabalho na economia digital