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Ouro fecha em queda com Treasuries e petróleo em alta

ResumoO ouro para dezembro fechou em queda de 0,44% na Comex, cotado a US$ 4.332,8 por onça-troy, pressionado pela alta do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries. A decisão do Federal Reserve nesta quarta-feira é o principal teste para o cenário do metal precioso.

O ouro para dezembro caiu 0,44% na Comex, a US$ 4.332,8 por onça-troy, pressionado pelo avanço do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries. A decisão do Fed nesta quarta testa o cenário.

Sérgio Tadeu Mafra
Sérgio Tadeu Mafra Repórter de Economia Regional · 15 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Ouro fecha em queda com Treasuries e petróleo em alta

O contrato mais líquido do ouro fechou em queda nesta terça-feira (15), ampliando o movimento baixista da sessão anterior. Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou a US$ 4.332,8 por onça-troy, recuo de 0,44%. A prata para dezembro caiu 0,44%, a US$ 63,85 por onça-troy.

O metal foi pressionado pelo avanço dos preços do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries. A alta da commodity reforça as perspectivas de uma política monetária mais rígida para lidar com a inflação, o que eleva os juros dos títulos públicos e pesa sobre um ativo que não gera rendimentos. Nesta quarta (16), esse cenário será testado com a decisão do Fed (Federal Reserve).

O que mudou no cenário

A renovação das tensões no Oriente Médio impulsionou os preços do petróleo e, com eles, as expectativas de juros de forma mais ampla, não apenas nos Estados Unidos. É o que aponta o Commerzbank.

"Nesse cenário, causa certa surpresa o fato de os preços do ouro não terem sofrido pressões mais significativas até o momento", afirma o banco.

O Commerzbank cita ainda as preocupações fiscais persistentes, refletidas em rendimentos substancialmente mais elevados dos Treasuries de longo prazo, e o recente aumento dos riscos políticos nos EUA como explicações para a relativa resiliência do ouro.

O dilema do Fed

O banco avalia que há muito alertava sobre o risco à independência do Fed diante de pressão política da Casa Branca. Esse dilema só ficaria evidente quando o mandato de política monetária entrasse em conflito com os desejos da administração americana.

Até a eclosão do conflito com o Irã, o Fed caminhava para reduzir os juros. Agora, com inflação persistentemente elevada, o banco central sofre pressão para elevar as taxas, enquanto o presidente Donald Trump ameaçou adotar medidas extremas caso o Fed não as reduza. "Como resultado, um confronto parece quase inevitável, e os mercados financeiros parecem estar levando esse risco cada vez mais em consideração", conclui o Commerzbank.

Para quem acompanha o mercado de matérias-primas de Minas, o movimento do ouro interessa de perto à cadeia de mineração do estado, que responde por parte relevante da renda e do emprego no setor mineral. mineração em Minas Gerais

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