Moraes chama investigação de Mendonça de ilegal
Alexandre de Moraes, do STF, classificou como ilegal a investigação conduzida por André Mendonça sobre sua relação com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Manifestação de 44 páginas foi enviada horas antes da sessão desta terça-feira (15).
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), subiu o tom contra André Mendonça horas antes da sessão que decide nesta terça-feira (15) se as investigações sobre sua relação com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, devem ser aprofundadas. Numa manifestação de 44 páginas enviada ao presidente do STF, Edson Fachin, Moraes classificou a apuração conduzida por Mendonça como ilegal e chamou de fantasiosas as mensagens atribuídas a Vorcaro.
O movimento acontece na véspera de um julgamento que pode definir os rumos do caso. Moraes não esperou o plenário: levou o confronto direto para o papel.
O que mudou com a manifestação de Moraes
Até então, a disputa entre os dois ministros corria em ritmo de bastidor. A manifestação de 44 páginas, encaminhada a Edson Fachin, transforma o embate em peça processual. Moraes contesta a legalidade da investigação aberta por Mendonça e rejeita o teor das mensagens de Vorcaro, que classificou como fantasiosas.
O ex-controlador do Banco Master é o nome central da apuração. A sessão desta terça-feira (15) avalia se o caso avança ou se trava no ponto em que está.
Por que a sessão desta terça importa
O plenário do STF decide se aprofunda ou não as investigações sobre a relação entre Moraes e Vorcaro. A manifestação enviada a Fachin entra nesse cálculo como posição formal do ministro investigado.
O resultado interessa diretamente a quem acompanha o caso: pode selar o arquivamento ou abrir nova fase de apuração. Não há prazo divulgado para a decisão após a sessão.
O que se sabe sobre as mensagens de Vorcaro
Moraes trata as mensagens atribuídas ao ex-controlador do Banco Master como fantasiosas. É a primeira vez que o ministro se manifesta de forma direta sobre o conteúdo, segundo a peça enviada a Fachin.
A investigação conduzida por André Mendonça é o alvo central da manifestação. Moraes a chama de ilegal, sem detalhar na fonte quais pontos específicos contesta.
A sessão desta terça-feira (15) deve trazer o desfecho imediato. Até lá, o confronto segue registrado nos autos, com a manifestação de 44 páginas como peça-chave do que mudou.