Lula diz que ministro do Supremo não pode querer ficar rico
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (15/9) que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não devem ter a pretensão de enriquecer durante a atuação na Corte. A declaração foi dada em entrevista à TV Record, em meio à crise que envolve a mais alta instância do Judiciário brasileiro.
Lula defendeu que integrantes do Poder Judiciário não podem ter parentes advogando na própria Suprema Corte e pediu a criação de um critério de moralização no Judiciário. Diante da crise, o STF tem discutido instituir um código de ética.
"Quem for ministro ou quem estiver no Poder Judiciário não pode querer ficar rico. Não pode querer ficar rico. As pessoas não podem estar no Poder Judiciário e um filho advogando, uma mulher advogando, um pai advogando na própria Suprema Corte", defendeu o presidente.
A fala ocorre após o escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes assinar um contrato de cerca de R$ 130 milhões para defender o Banco Master, de Daniel Vorcaro. Os ministros Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux também foram citados em diferentes circunstâncias relacionadas ao caso.
O presidente completou o raciocínio citando o papel institucional da Corte. "A Suprema Corte tem que ser o exemplo magnânimo desse país. Na Suprema Corte, ninguém pode ficar sob suspeita. É importante apurar e quem tiver cometido erro, que pague o preço que o povo brasileiro exige", afirmou.
O que está em discussão no STF
A discussão sobre um código de ética ganhou força após as citações envolvendo ministros e o caso do Banco Master. O tema, segundo a fonte, tem sido debatido internamente na Corte.
O que observar daqui para frente
A tendência é que a proposta de código de ética avance nas discussões internas do Supremo nos próximos meses, sem prazo definido. Para quem acompanha a economia mineira, o desfecho interessa de perto: a segurança jurídica é um dos fatores que pesam na decisão de investimento de empresas que geram emprego no estado, da indústria ao agronegócio. segurança jurídica e investimento em Minas