Lula diz que só vai falar sobre novo tarifaço depois que Trump se pronunciar
O presidente Lula afirmou que só comentará o novo tarifaço dos EUA após Donald Trump se pronunciar oficialmente. A declaração foi dada em meio à escalada de tensões comerciais entre os dois países.
Lula diz que só vai falar sobre novo tarifaço depois que Trump se pronunciar: 'Esse país não aceita desaforo'
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (11) que só comentará o novo tarifaço dos Estados Unidos após o ex-presidente Donald Trump se pronunciar oficialmente sobre o assunto. A declaração foi dada durante evento em Brasília, em meio à escalada de tensões comerciais entre os dois países.
Lula condiciona resposta a manifestação de Trump
Segundo o presidente, o Brasil não tomará uma posição definitiva enquanto Trump não se manifestar. 'Esse país não aceita desaforo', disse Lula, em referência à postura que o governo brasileiro adotará diante de eventuais novas tarifas impostas pelos EUA.
A fala ocorre depois que o governo Trump sinalizou a possibilidade de elevar tarifas sobre produtos brasileiros, como aço e alumínio. A medida faz parte de uma estratégia mais ampla de protecionismo comercial adotada pelo ex-presidente.
Contexto das relações comerciais Brasil-EUA
As relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos passam por um momento de tensão. Dados oficiais do Ministério da Economia indicam que o Brasil exportou cerca de US$ 30 bilhões para os EUA em 2025, com destaque para commodities como minério de ferro, petróleo e alimentos processados. Qualquer tarifa adicional pode impactar diretamente esses setores.
Lula evitou detalhar quais medidas o Brasil poderia adotar em resposta, mas afirmou que 'o governo está preparado para defender os interesses nacionais'. A declaração foi interpretada como um sinal de que o Brasil pode recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) ou adotar tarifas retaliatórias.
Repercussão política e econômica
A declaração de Lula gerou reações imediatas no mercado financeiro. O dólar subiu 0,8% ante o real, refletindo a incerteza sobre o desfecho da disputa comercial. Analistas apontam que a postura do presidente pode ser uma estratégia para ganhar tempo e negociar melhores condições.
No Congresso, parlamentares da oposição criticaram a fala de Lula, classificando-a como 'omissa'. Já a base aliada defendeu o presidente, argumentando que é prudente aguardar a manifestação de Trump antes de qualquer reação oficial.
O que esperar dos próximos passos
A expectativa é que Trump se pronuncie nos próximos dias sobre o tarifaço. Enquanto isso, o Itamaraty mantém contatos com representantes do governo americano para tentar evitar uma escalada no conflito comercial.
Caso as tarifas sejam confirmadas, o Brasil pode adotar medidas como a abertura de painel na OMC ou a imposição de tarifas sobre produtos americanos, como milho, soja e carne suína. A decisão final, no entanto, depende do pronunciamento de Trump.
Perguntas Frequentes
Por que Lula condicionou a resposta ao pronunciamento de Trump?
Lula afirmou que o Brasil não aceita desaforo e que é necessário ouvir a posição oficial dos EUA antes de tomar qualquer medida. A estratégia visa evitar uma reação precipitada que possa prejudicar as negociações.
O que é o novo tarifaço dos EUA?
O novo tarifaço é uma proposta do ex-presidente Donald Trump de elevar tarifas sobre produtos brasileiros, como aço e alumínio, como parte de uma política protecionista. A medida ainda não foi oficialmente anunciada.
Quais setores brasileiros podem ser afetados?
Os setores de siderurgia, mineração e alimentos processados são os mais expostos a eventuais tarifas. O Brasil exporta cerca de US$ 30 bilhões anuais para os EUA.
O Brasil pode retaliar?
Sim, o Brasil pode recorrer à OMC ou adotar tarifas retaliatórias sobre produtos americanos, como milho, soja e carne suína. A decisão depende do desfecho das negociações.
Quando Trump deve se pronunciar?
Não há data confirmada, mas a expectativa é que Trump se manifeste nos próximos dias sobre o tarifaço. O governo brasileiro acompanha o caso de perto.
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