Serviços

Alckmin: 'Não saímos da mesa de negociação' após tarifaço de Trump

ResumoO vice-presidente Geraldo Alckmin declarou que o Brasil não abandonará a mesa de negociação após o anúncio de novas tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros. A afirmação busca manter o diálogo comercial e equilibrar a relação bilateral em meio às tensões geradas pelo tarifaço de Donald Trump.

Após o anúncio de novas tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o Brasil não abandonará as negociações. A declaração ocorre em meio a tensões comerciais e busca por equilíbrio na relação bilateral.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 17 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Alckmin: 'Não saímos da mesa de negociação' após tarifaço de Trump

Alckmin: 'Não saímos da mesa de negociação' após Trump impor novo tarifaço a produtos brasileiros

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o Brasil não sairá da mesa de negociação após o novo tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a produtos brasileiros. A declaração foi feita em resposta à medida que eleva tarifas de importação sobre itens como aço, alumínio e café, setores estratégicos para a economia nacional. Alckmin reiterou a disposição do governo em buscar um acordo que evite escalada de tensões comerciais.

Resposta direta: o que Alckmin disse?

O vice-presidente Geraldo Alckmin declarou que o Brasil não sairá da mesa de negociação após o novo tarifaço de Trump. A fala ocorre em meio a tarifas elevadas sobre aço, alumínio e café. O governo avalia os impactos setoriais e mantém canais abertos com Washington para reverter a medida ou mitigar seus efeitos.

O anúncio de Trump e os setores afetados

A nova rodada de tarifas, anunciada pela Casa Branca, atinge diretamente as exportações brasileiras de aço, alumínio e café. Segundo dados do Ministério da Economia, o Brasil é um dos maiores fornecedores de aço para os EUA, com embarques que superam US$ 2 bilhões anuais. O setor de café, por sua vez, responde por cerca de 30% das importações americanas do grão, com impacto direto em produtores de Minas Gerais e São Paulo.

A medida de Trump, que eleva tarifas de 25% para 35% no aço e de 10% para 20% no alumínio, foi justificada pela Casa Branca como proteção à indústria americana. O governo brasileiro, no entanto, classificou a decisão como desproporcional e contrária ao espírito de cooperação comercial.

A posição do governo brasileiro

Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, lidera as tratativas com o governo americano. Em entrevista coletiva, ele afirmou que "não saímos da mesa de negociação" e que o Brasil buscará "soluções negociadas" antes de adotar contramedidas. A fala contrasta com declarações mais duras de outros membros do governo, que defendem retaliações comerciais.

O governo brasileiro avalia acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as tarifas, considerando-as violação de acordos multilaterais. A OMC já tem jurisprudência em casos similares, como a disputa do aço entre EUA e União Europeia em 2018.

Impactos econômicos e setoriais

Especialistas apontam que o tarifaço pode reduzir em até 15% as exportações brasileiras de aço para os EUA nos próximos meses. O setor de café, mais resiliente, pode sofrer com a perda de competitividade frente a fornecedores de países como Colômbia e Vietnã, que não foram alvo da medida.

Em Minas Gerais, maior produtor de café do Brasil, a preocupação é imediata. O estado responde por metade da produção nacional e vê nos EUA um mercado-chave. A Federação da Agricultura de Minas Gerais (Faemg) estima que a tarifa pode reduzir em 8% a receita dos cafeicultores no curto prazo.

Negociação e próximos passos

Alckmin afirmou que a equipe econômica já está em contato com o governo americano para discutir a reversão das tarifas. O vice-presidente citou a possibilidade de um acordo setorial para aço, similar ao que o Brasil negociou com os EUA em 2018, quando obteve cotas de exportação livre de tarifas.

A expectativa é que as negociações avancem nas próximas semanas, com reuniões entre representantes dos dois países. O governo brasileiro também sinalizou que pode rever tarifas de importação de produtos americanos, como milho e soja, como gesto de boa vontade.

Reações no Congresso e no setor produtivo

No Congresso, a medida de Trump gerou reações mistas. Parlamentares da base governista defendem diálogo, enquanto a oposição critica a postura do governo, classificando-a como passiva. O setor produtivo, por sua vez, cobra ações concretas. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) recomendou que o Brasil busque "soluções negociadas, mas com firmeza" impactos do tarifaço de Trump na indústria brasileira.

Contexto histórico e paralelos

A relação comercial entre Brasil e EUA já passou por tensões semelhantes. Em 2018, Trump impôs tarifas de 25% sobre o aço brasileiro, que foram parcialmente revertidas após negociações. Na ocasião, o Brasil obteve cotas de exportação que garantiram o acesso ao mercado americano. O atual tarifaço, no entanto, é mais amplo, atingindo também alumínio e café.

Perguntas Frequentes

O que Alckmin disse sobre o tarifaço de Trump?

Alckmin afirmou que o Brasil não sairá da mesa de negociação e buscará soluções negociadas antes de adotar retaliações.

Quais produtos brasileiros foram afetados?

Aço, alumínio e café foram os principais setores atingidos pelas novas tarifas americanas.

O Brasil vai retaliar?

O governo avalia contramedidas, mas prioriza o diálogo. A OMC pode ser acionada.

Como o tarifaço impacta Minas Gerais?

Minas, maior produtor de café, pode perder 8% da receita dos cafeicultores, segundo a Faemg.

Quando as negociações devem ocorrer?

Reuniões entre representantes dos dois países devem ocorrer nas próximas semanas.

// Leia também

Publicidade