O fim da reeleição? PEC propõe mandato de 6 anos
A discussão sobre o fim da reeleição saiu dos bastidores e entrou na pauta de campanha. Flávio Bolsonaro (PL) afirmou abertamente que, se eleito, não será candidato novamente. Lula da Silva (PT) já trata do assunto, embora nunca em seus mandatos. O tema, segundo a fonte, é falado por outros presidentes e nada está confirmado.
O que está em discussão é uma minirreforma eleitoral conduzida por bancadas suprapartidárias. A proposta prevê aumentar o mandato de quatro para seis anos, inclusive para quem já está no cargo, e conciliar a eleição presidencial com as municipais. A PEC pode entrar em pauta a partir do ano que vem, seja quem for o presidente.
A ideia não é nova. É pauta antiga de Tribunais regionais e de gente com influência no TSE, por representar economia significativa na logística e nos custos totais. O argumento central é aliviar o País de debater eleição a cada dois anos.
O que mudaria na prática
- Mandato presidencial passaria de quatro para seis anos.
- A mudança valeria também para quem já está no cargo.
- Eleição presidencial e municipal passariam a ocorrer juntas.
- A PEC depende de articulação suprapartidária para avançar.
O debate sobre a reeleição não é o único movimento da campanha. Em sua propaganda eleitoral no rádio e TV, Flávio Bolsonaro incluiu há dias a palavra milícia ao citar o combate ao crime organizado. Antes, citava apenas narcotraficantes do PCC e do CV, facções que se expandiram nacionalmente. A milícia, segundo a fonte, também não é só um problema do Rio. A mudança blinda o candidato, a tempo, de eventuais críticas de que possa estar protegendo milicianos.
Em Minas, o senador Cleitinho (Rep), que lidera as pesquisas no estado, adotou a estratégia de não ir a debates e sabatinas. O movimento destoa de seu estilo estridente nas redes sociais. Ele reclama dos buracos das estradas, mas tem feito campanha e vindo a Brasília nas asas de um avião (PP-ISI) de Advaldo José de Oliveira, que tem bons contratos com a prefeitura de Patos de Minas.
Ainda na fonte, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ficou incomunicável durante todo o dia de ontem. Quem o procurou, até para assuntos urgentes, encontrou telefone desligado e gabinete vazio, segundo contatos no Congresso.
A pauta do fim da reeleição segue em aberto. Se a PEC avançar, o calendário eleitoral brasileiro pode mudar de forma estrutural. Acompanhe a tramitação e participe do debate: a decisão afeta diretamente a forma como votamos e como o País organiza suas eleições.