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O fim da reeleição? PEC propõe mandato de 6 anos

ResumoA PEC do fim da reeleição propõe mandato de seis anos para cargos do Executivo e unificação do calendário eleitoral brasileiro. A discussão ganhou força com declarações de Flávio Bolsonaro, que promete não buscar novo mandato, e de Lula, que trata do tema. A proposta altera a Constituição e ainda depende de tramitação no Congresso Nacional.

A pauta do fim da reeleição voltou ao debate eleitoral. Flávio Bolsonaro promete não tentar novo mandato; Lula trata do tema. Uma PEC em discussão prevê mandato de seis anos e unificação do calendário eleitoral.

Vânia Drummond
Vânia Drummond Repórter de Cultura Mineira · 16 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
O fim da reeleição? PEC propõe mandato de 6 anos

A discussão sobre o fim da reeleição saiu dos bastidores e entrou na pauta de campanha. Flávio Bolsonaro (PL) afirmou abertamente que, se eleito, não será candidato novamente. Lula da Silva (PT) já trata do assunto, embora nunca em seus mandatos. O tema, segundo a fonte, é falado por outros presidentes e nada está confirmado.

O que está em discussão é uma minirreforma eleitoral conduzida por bancadas suprapartidárias. A proposta prevê aumentar o mandato de quatro para seis anos, inclusive para quem já está no cargo, e conciliar a eleição presidencial com as municipais. A PEC pode entrar em pauta a partir do ano que vem, seja quem for o presidente.

A ideia não é nova. É pauta antiga de Tribunais regionais e de gente com influência no TSE, por representar economia significativa na logística e nos custos totais. O argumento central é aliviar o País de debater eleição a cada dois anos.

O que mudaria na prática

  • Mandato presidencial passaria de quatro para seis anos.
  • A mudança valeria também para quem já está no cargo.
  • Eleição presidencial e municipal passariam a ocorrer juntas.
  • A PEC depende de articulação suprapartidária para avançar.

O debate sobre a reeleição não é o único movimento da campanha. Em sua propaganda eleitoral no rádio e TV, Flávio Bolsonaro incluiu há dias a palavra milícia ao citar o combate ao crime organizado. Antes, citava apenas narcotraficantes do PCC e do CV, facções que se expandiram nacionalmente. A milícia, segundo a fonte, também não é só um problema do Rio. A mudança blinda o candidato, a tempo, de eventuais críticas de que possa estar protegendo milicianos.

Em Minas, o senador Cleitinho (Rep), que lidera as pesquisas no estado, adotou a estratégia de não ir a debates e sabatinas. O movimento destoa de seu estilo estridente nas redes sociais. Ele reclama dos buracos das estradas, mas tem feito campanha e vindo a Brasília nas asas de um avião (PP-ISI) de Advaldo José de Oliveira, que tem bons contratos com a prefeitura de Patos de Minas.

Ainda na fonte, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ficou incomunicável durante todo o dia de ontem. Quem o procurou, até para assuntos urgentes, encontrou telefone desligado e gabinete vazio, segundo contatos no Congresso.

A pauta do fim da reeleição segue em aberto. Se a PEC avançar, o calendário eleitoral brasileiro pode mudar de forma estrutural. Acompanhe a tramitação e participe do debate: a decisão afeta diretamente a forma como votamos e como o País organiza suas eleições.

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