Serviços

Fila de espera por perícia do INSS é zerada em agosto

ResumoO Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) zerou a fila de espera por perícias médicas em agosto de 2024. O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou a eliminação do acúmulo de 3,12 milhões de solicitações, reduzido gradualmente desde fevereiro. A conclusão do processo elimina atrasos para novos requerimentos de benefícios por incapacidade.

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou que a fila de perícias do INSS foi zerada em agosto. Redução gradual desde fevereiro, com 3,12 milhões de esperas. Entenda os detalhes.

Vânia Drummond
Vânia Drummond Repórter de Cultura Mineira · 04 de setembro de 2026 · 6 min de leitura
Fila de espera por perícia do INSS é zerada em agosto

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou nesta quinta-feira (3) que a fila de espera por perícia do INSS foi zerada em agosto. O marco foi revelado no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e representa uma queda gradual desde fevereiro, quando 3,12 milhões de pessoas aguardavam atendimento. A redução foi possível por uma combinação de novas contratações, telemedicina e mutirões, segundo o Ministério da Previdência. A meta agora é manter o fluxo e reduzir o tempo de espera para os casos que ainda ultrapassam o prazo legal de 45 dias.

A fila de espera por perícia do INSS foi zerada em agosto, conforme anunciou o ministro Wolney Queiroz. Isso significa que o número de novos pedidos superou o de pessoas aguardando atendimento, ou seja, não há mais um acúmulo de requerimentos parados. Em fevereiro, eram 3,12 milhões de pessoas na fila, enquanto 1,17 milhão abriram novos pedidos naquele mês. O número caiu gradativamente até chegar a 1,547 milhão em julho. Em agosto, os novos pedidos ultrapassaram a fila, indicando que o instituto passou a atender em ritmo maior do que a demanda.

Como a fila do INSS foi zerada?

O ministério atribui a redução a quatro frentes principais. A primeira é a nomeação de novos servidores por concurso público, que ampliou a força de trabalho nas agências. A segunda é o funcionamento de 865 agências com recursos de telemedicina, que permitem atendimento remoto. A terceira é a adoção da perícia médica documental, em que o segurado não precisa ir a uma agência, bastando enviar a documentação comprobatória. Por fim, mutirões em fins de semana e bônus para servidores que cumprem metas também contribuíram para o resultado.

Perícia documental: como funciona?

Na perícia documental, o INSS analisa os documentos enviados pelo segurado sem necessidade de comparecimento presencial. Isso agiliza a análise e reduz a pressão sobre as agências. A modalidade foi uma das responsáveis pelo aumento da capacidade de atendimento, segundo o ministério. Para pedidos que exigem avaliação clínica, a telemedicina permite que o perito atue remotamente, ampliando a cobertura em regiões sem profissional disponível.

Números da redução da fila

Os dados mostram uma queda consistente. Em fevereiro, a fila tinha 3,12 milhões de pessoas. Em julho, esse número caiu para 1,547 milhão. Em agosto, a virada: os novos pedidos superaram a fila, o que levou o ministro a declarar que não há mais fila, mas um fluxo de atendimento. "Quando isso acontece, não temos uma fila. Temos um fluxo de atendimento. Deixou de existir uma fila para existir atendimento", explicou Queiroz. Ele comparou a situação a uma loja com 12 vendedores e 8 clientes, indicando folga no atendimento.

Quantos pedidos o INSS recebe por mês?

O INSS recebe, atualmente, cerca de 1,3 milhão de pedidos por mês, o que equivale a 43 mil por dia. "É com esse gigante que lidamos", destacou o ministro. Esse volume constante exige que o instituto mantenha a capacidade de resposta para não voltar a acumular fila.

O que ainda falta: 224 mil casos acima de 45 dias

Apesar do anúncio, o ministro Wolney Queiroz e o secretário-executivo da pasta, Felipe Cavalcante, reconheceram que ainda há um grupo de 224 mil pessoas aguardando o resultado de perícias por prazo superior a 45 dias. São casos específicos e pedidos especiais, segundo eles. Entre esses pedidos estão benefícios de prestação continuada (BPC) e aposentadorias, que costumam exigir análise mais detalhada.

Por que alguns pedidos demoram mais?

Casos de BPC e aposentadorias podem envolver documentação complexa ou necessidade de avaliação complementar. O prazo legal para decisão é de 45 dias, mas o tempo médio atual do instituto é de 34 dias, abaixo do limite. Ainda assim, os 224 mil casos remanescentes exigem atenção especial, e o ministério não detalhou um cronograma específico para zerar esse grupo.

O que diz o presidente Lula?

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o objetivo é "humanizar a fila", garantindo que a pessoa tenha o tempo correto para dar entrada, esperar e receber o benefício. A declaração reforça o foco do governo em melhorar a experiência do segurado, não apenas em reduzir números.

Impacto das medidas e próximos passos

O ministério afirma que o plano de gerenciamento de benefícios foi responsável por 2 milhões de atendimentos a mais somente em 2026. A combinação de concurso, telemedicina, perícia documental e mutirões deve ser mantida para sustentar o fluxo. A expectativa é que o tempo médio de 34 dias continue abaixo do prazo legal, mas a atenção se volta para os casos especiais que ainda esperam mais de 45 dias.

O que muda para quem vai pedir perícia agora?

Para novos pedidos, a tendência é de resposta mais rápida, com o fluxo atual. Quem tem pedido antigo, especialmente de BPC ou aposentadoria, pode ainda enfrentar espera acima do prazo. A recomendação é acompanhar o andamento pelo portal Meu INSS ou pela central 135.

Perguntas Frequentes

A fila do INSS foi realmente zerada?

Sim, segundo o ministro Wolney Queiroz, em agosto o número de novos pedidos superou o de pessoas na fila, indicando que não há mais acúmulo de espera. A redução foi gradual desde fevereiro.

Quantas pessoas estavam na fila em fevereiro?

Em fevereiro, 3,12 milhões de pessoas aguardavam perícia, enquanto 1,17 milhão abriram novos pedidos. Em julho, o número caiu para 1,547 milhão.

O que é perícia documental?

É uma modalidade em que o segurado não precisa ir à agência, bastando enviar documentos que comprovem a necessidade do benefício. Isso agiliza a análise.

Ainda há pessoas esperando mais de 45 dias?

Sim, 224 mil pessoas aguardam há mais de 45 dias, em casos específicos como BPC e aposentadorias. O tempo médio geral, porém, é de 34 dias.

Quais medidas reduziram a fila?

Nomeação de servidores por concurso, telemedicina em 865 agências, perícia documental, mutirões e bônus por metas.

O que fazer se meu pedido está demorando?

Acompanhe pelo Meu INSS ou ligue para a central 135. Para casos acima de 45 dias, é possível registrar reclamação na ouvidoria ou buscar orientação jurídica, se necessário.

O anúncio desta quinta-feira (3) marca um ponto de virada na gestão da Previdência, mas o trabalho não termina. Os 224 mil casos remanescentes e a manutenção do fluxo diário de 43 mil pedidos exigem vigilância constante. Para o segurado, a orientação é usar os canais oficiais e ficar atento aos prazos. Quem ainda espera uma resposta, especialmente em BPC e aposentadoria, pode buscar informações atualizadas no Meu INSS. O governo promete manter as medidas que levaram à redução, e a expectativa é que o tempo de espera continue caindo. Fica o convite para acompanhar os próximos balanços do ministério e conferir se a meta de humanizar o atendimento se confirma na prática.

// Leia também

Publicidade