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Debate fiscal raso é triste, diz Luiz Parreiras

ResumoLuiz Parreiras, gestor da Verde Asset, classificou como triste a superficialidade do debate fiscal no Brasil. Parreiras identifica risco eleitoral relevante em 2026 e projeta a taxa Selic entre 13,75% e 13,5%. A crítica aponta ausência de discussão estrutural sobre contas públicas, com foco em medidas de curto prazo que comprometem a credibilidade da política econômica.

Luiz Parreiras, da Verde Asset, diz que é triste a falta de profundidade do debate fiscal no Brasil. Ele vê risco eleitoral em 2026 e projeta Selic entre 13,75% e 13,5%.

Ronaldo Pimenta
Ronaldo Pimenta Repórter de Esporte Mineiro · 04 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Debate fiscal raso é triste, diz Luiz Parreiras

A eleição presidencial de 2026 adiciona risco a um ano de volatilidade, avalia o gestor da Estratégia Multimercado e Previdência da Verde Asset, Luiz Parreiras. Em entrevista ao Capital Insights, programa da parceria entre Broadcast e CNN Money, ele afirmou que a incerteza sobre o ajuste das contas públicas pressiona as expectativas. "Como brasileiro, é triste constatar que não existe nenhum grau de profundidade nessa discussão, que é tão crucial", disse.

Parreiras ponderou que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinaliza de forma tênue uma política fiscal mais responsável, mas lembrou que houve retirada de despesas da regra do arcabouço fiscal. "A credibilidade das promessas futuras do governo atual em relação ao fiscal é razoavelmente baixa", afirmou. Sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), ele vê busca por sinalização de responsabilidade fiscal, "mas com muito pouco detalhamento". O mercado tende a dar mais crédito a candidaturas de direita, sem muitos detalhes, e menos às declarações da reeleição de Lula, pela política dos últimos três anos e meio.

O gestor resume que o país enfrentará o desafio fiscal no dia seguinte às eleições. Na Verde Asset, a premissa é de disputa "extremamente competitiva", com probabilidade próxima de 50% entre Lula e Flávio. Ele cita a Bolsa como exemplo: se Lula se reelege, há pouco a perder; se a direita vence, há chance de alta importante, com uso de opções. Sobre risco de deterioração, relembra o pacote fiscal de fim de 2024 com isenção de IR até R$ 5 mil, quando o dólar atingiu R$ 6,30. Na renda fixa pré-fixada, evita posições pela incerteza.

Para Parreiras, a política monetária está amarrada ao fiscal: o governo opera com "aceleração fiscal e freio monetário". Ele estima Selic entre 13,75% e 13,5%. No exterior, vê a guerra entre EUA e Irã como divisor de águas, com impacto em petróleo e inflação. Ele aponta incentivos para o fim do conflito nos dois lados. Em tecnologia, diz que "não há bolha" em IA, embora possa haver erros, e a Verde Asset está "animada" com o tema.

O próximo capítulo desse debate será definido nas urnas e na reação dos mercados ao resultado, com o fiscal ainda no centro das atenções.

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