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Fila de espera por perícia do INSS é zerada em agosto

ResumoO INSS zerou a fila de espera por perícias médicas em agosto de 2025. O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, atribuiu o resultado a medidas como telemedicina e mutirões. A redução gradual desde fevereiro eliminou a espera padrão, mas 224 mil casos permanecem com atraso superior a 45 dias.

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou que a fila de perícias do INSS foi zerada em agosto, após queda gradual desde fevereiro. Medidas como telemedicina e mutirões ajudaram. Ainda há 224 mil casos com espera acima de 45 dias.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 04 de setembro de 2026 · 4 min de leitura
Fila de espera por perícia do INSS é zerada em agosto

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou nesta quinta-feira (3) que a fila de espera por perícia do INSS foi zerada em agosto. A marca foi atingida no mês passado, e o anúncio ocorreu no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o ministério, desde fevereiro até agosto, o número de pedidos aguardando atendimento caiu gradativamente, até que, em agosto, os novos pedidos superaram o estoque de espera.

A fila de espera por perícia do INSS foi zerada em agosto, conforme anunciou o ministro Wolney Queiroz. Isso significa que, pela primeira vez, o número de novos pedidos superou o de pessoas aguardando, o que, na visão do governo, elimina a fila e cria um fluxo de atendimento. A redução foi impulsionada por medidas como telemedicina, mutirões e perícia documental.

Como a fila caiu mês a mês

Os números mostram uma trajetória de queda contínua. Em fevereiro, 3,12 milhões de pessoas aguardavam perícia, enquanto 1,17 milhão de novos pedidos foram abertos naquele mês. Em julho, o estoque caiu para 1,547 milhão. Em agosto, o volume de novos pedidos superou o número de pessoas na fila, o que levou o ministério a declarar o fim da espera.

Queiroz comparou a situação a uma loja com 12 vendedores e 8 clientes: "Estamos com folga no atendimento por maior que seja a demanda." A declaração reforça a tese de que o problema deixou de ser fila e passou a ser fluxo.

O que explica a redução na espera

O Ministério da Previdência atribui a melhora a um conjunto de medidas. Entre elas, a nomeação de novos servidores aprovados em concurso público, a ampliação da telemedicina em 865 agências e a adoção da perícia médica documental, que dispensa a ida do segurado a uma agência, bastando o envio de documentação comprobatória.

Além disso, o ministério cita mutirões em fins de semana e o pagamento de bônus para servidores que cumprem metas acima do esperado. Segundo Queiroz, o plano de gerenciamento de benefícios foi responsável por 2 milhões de atendimentos extras somente em 2026.

O INSS recebe cerca de 1,3 milhão de pedidos por mês, o equivalente a 43 mil por dia. "É com esse gigante que lidamos", afirmou o ministro.

Ainda há 224 mil casos acima do prazo legal

Apesar do anúncio, o ministro e o secretário-executivo da pasta, Felipe Cavalcante, reconheceram que 224 mil pessoas ainda aguardam perícia há mais de 45 dias, prazo definido por lei para a decisão. Esses casos são considerados específicos e envolvem pedidos especiais, como benefícios de prestação continuada (BPC) e aposentadorias.

O tempo médio de espera, no entanto, caiu para 34 dias, abaixo do limite legal. A redução foi celebrada como um avanço, mas o ministério não detalhou quantos desses 224 mil casos estão dentro de cada categoria.

O que significa zerar a fila na prática

Especialistas em direito previdenciário ouvidos pela imprensa, como o Previdenciarista, apontam que a fila zerada não elimina a demanda, mas reorganiza o atendimento. A perícia documental, por exemplo, reduz a necessidade de deslocamento, mas exige que o segurado tenha documentação completa.

A telemedicina, por sua vez, amplia a capacidade de atendimento, mas depende de infraestrutura e aceitação do segurado. Para o governo, o modelo atual permite absorver picos de demanda sem gerar acúmulo.

Análise: o que esperar daqui para frente

A zeragem da fila é um marco, mas o desafio é manter o ritmo. O INSS recebe 1,3 milhão de pedidos por mês, e qualquer oscilação na capacidade de atendimento pode reverter o cenário. O pagamento de bônus e os mutirões são medidas que dependem de orçamento e engajamento dos servidores.

A existência de 224 mil casos acima do prazo legal mostra que ainda há gargalos, especialmente em benefícios complexos como BPC e aposentadorias. O governo promete humanizar a fila, mas o acompanhamento dos próximos meses será decisivo.

Perguntas Frequentes

A fila de perícia do INSS realmente foi zerada?

Sim, segundo o ministro Wolney Queiroz, em agosto o número de novos pedidos superou o de pessoas aguardando, o que elimina a fila e cria um fluxo de atendimento.

Quanto tempo demora uma perícia do INSS hoje?

O tempo médio de espera por uma decisão é de 34 dias, abaixo do prazo legal de 45 dias.

Quem ainda espera mais de 45 dias?

Cerca de 224 mil pessoas, em casos específicos, como BPC e aposentadorias, segundo o ministério.

O que é a perícia documental?

É uma modalidade em que o segurado não precisa ir à agência, bastando enviar documentação comprobatória.

Quantos pedidos o INSS recebe por mês?

Cerca de 1,3 milhão de pedidos por mês, ou 43 mil por dia.

Como solicitar perícia médica do INSS pela internet BPC: quem tem direito ao benefício de prestação continuada

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