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Existe idade ideal para engravidar? Especialistas respondem

ResumoA gravidez não possui idade ideal universal, mas especialistas apontam que o período entre 20 e 34 anos concentra menor risco obstétrico. Gestação após os 35 anos exige pré-natal rigoroso e monitoramento de condições como hipertensão e diabetes. Cuidados pós-parto incluem acompanhamento psicológico e físico. A decisão deve considerar saúde individual, planejamento familiar e suporte médico.

Especialistas ouvidas pelo Dr. Roberto Kalil explicam se existe idade ideal para engravidar, os riscos da gestação após os 35 anos e os cuidados essenciais no pré-natal e pós-parto.

Geraldo Assunção
Geraldo Assunção Repórter de Política Estadual · 04 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Existe idade ideal para engravidar? Especialistas respondem

O perfil das gestantes no Brasil mudou. Em vez de ter filhos entre 18 e 25 anos, muitas mulheres adiam a maternidade em busca de desenvolvimento profissional e pessoal. Mas existe idade ideal para engravidar? No programa "CNN Sinais Vitais - Dr. Kalil Entrevista", exibido neste sábado (5), o Dr. Roberto Kalil perguntou às convidadas Rosiane Mattar, professora titular da EPM/Unifesp, e Karina Belickas, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana.

"Hoje é muito comum em todos os níveis socioeconômicos. Não é só no nível mais alto", observa Rosiane. "Mesmo entre pacientes com nível menor, por vários fatores sociais, educacionais e profissionais, a gravidez é mais tardia." No entanto, a especialista afirma que, do ponto de vista biológico, existe um período ideal: entre 18 e 24 anos. "A mulher de 40 anos hoje chega muito mais ativa, saudável e bem cuidada, embora cada célula ainda saiba a idade que tem."

Entre as principais complicações da gestação estão a pré-eclâmpsia e a diabetes gestacional, segundo Karina. "Existe a produção de hormônio específico da placenta, que aumenta o risco de diabetes a partir de 24 a 26 semanas", explica. Se não forem bem cuidadas, essas condições podem levar ao parto prematuro. "Você tem que contornar essas coisas com mudança de hábito e, eventualmente, medicação, para não precisar antecipar o parto", completa.

O programa também debateu os cuidados no pré-natal, como exames rotineiros, vacinação e suplementação de cálcio. Karina destaca que vacinas contra gripe, tétano e VSR transferem anticorpos da mãe para o recém-nascido. No pós-parto, o baby blues atinge mais de 50% das mães na primeira gestação, enquanto a depressão pós-parto exige acompanhamento psiquiátrico. A amamentação, longe do mito de ser intuitiva, é um desafio: o aleitamento exclusivo é recomendado até os 6 meses e complementar até os 2 anos. O programa vai ao ar às 19h30, na CNN Brasil.

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