Mosca-da-fruta: métodos físicos e biológicos no combate
A mosca-da-fruta exige do fruticultor uma rotina de monitoramento constante, aplicações de produtos químicos e biológicos e uso de iscas tóxicas. Segundo especialistas, a chave para prevenção e controle está na adoção do Manejo Integrado de Pragas (MIP), sistema que combina monitoramento com ações de controle biológico, cultural e químico.
O primeiro passo é medir a presença do inseto. Armadilhas com atrativos alimentares e feromônios são instaladas no pomar, e o índice que relaciona Moscas, Armadilhas e Dia (MAD) indica se a infestação atingiu o nível de ação, geralmente igual ou maior que 0,5 mosca por dia, antes de iniciar o controle. Um índice que relaciona a quantidade de moscas por armadilha e por dia alerta quando a infestação chega a esse patamar.
Controle cultural começa pelo chão do pomar
A coleta e destruição de frutos caídos, que podem carregar ovos e larvas, evita que eles virem foco de propagação. A remoção é feita por queima ou descarte em áreas afastadas. Em algumas situações, a colheita antecipada ajuda a escapar dos picos de maior potencial da praga. Controlar plantas daninhas também importa, já que elas podem hospedar ovos e larvas.
Métodos físicos, biológicos e iscas tóxicas
Em pequenas produções ou para frutos de alto valor agregado, o ensacamento individual impede fisicamente a picada da mosca. O uso de vespas parasitoides, que depositam seus ovos nas larvas da mosca, é uma forma de controle macrobiológico que reduz a praga naturalmente. Já as iscas tóxicas misturam atrativos alimentares com inseticidas e são aplicadas em pontos específicos da planta, não no pomar inteiro: a mosca é atraída pelo cheiro, se alimenta e morre, o que reduz custos e protege insetos benéficos.
Na cultura da manga para exportação aos Estados Unidos, um tratamento comum é o hidrotérmico, banho de água quente que inviabiliza o desenvolvimento das larvas caso haja oviposição, fase em que a fêmea perfura a casca do fruto para depositar os ovos. manejo integrado de pragas na fruticultura