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Bolsa dispara 3% e atinge maior nível desde maio

A Bolsa de Valores (B3) disparou mais de 3% nesta quarta-feira (2/9) e fechou no maior nível desde maio. O Ibovespa, principal índice da bolsa, subiu 3,05%, aos 185.205 pontos, na 11ª alta seguida. Foi a maior valorização percentual em um único dia desde março. Na máxima do pregão, o índice chegou a 186.028 pontos, patamar não visto desde 6 de maio. Na mínima, marcou 179.733 pontos.

O dia foi marcado pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã e pelo movimento do cenário eleitoral no Brasil. O desempenho também foi sustentado pelo retorno de investidores estrangeiros às ações brasileiras, depois de uma forte saída de capital externo nas primeiras semanas de agosto.

No mercado de câmbio, o dólar comercial caiu 0,91%, a R$ 5,106, na terceira sessão seguida de queda. Com isso, a moeda americana acumula baixa de 1,72% em três sessões e de 6,97% no ano. No exterior, o índice que mede o desempenho do dólar diante de seis divisas caía 0,13%, aos 99,548 pontos.

O petróleo fechou em alta, com os confrontos entre Estados Unidos e Irã elevando os riscos para o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. O barril do tipo WTI para outubro, negociado em Nova York, avançou US$ 0,79 (+0,88%), para US$ 91,01. O barril do tipo Brent, referência para a Petrobras, subiu US$ 0,98 (+1,04%), para US$ 95,63.

Além das preocupações com o Estreito de Ormuz, dados oficiais apontaram queda nos estoques de petróleo nos Estados Unidos, contrariando as expectativas do mercado. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) deve manter inalterada a política de produção para outubro na reunião prevista para domingo (6/9).

Para quem acompanha o mercado, a notícia traz alívio após semanas de saída de capital estrangeiro. A volta desses investidores é um sinal de confiança, e a queda do dólar pode ajudar a segurar a inflação de alimentos e combustíveis no interior. Resta saber se o movimento se sustenta ou se é apenas um respiro em meio às incertezas externas.

Inácio Bicalho
Repórter de Interior e Agro
Do Norte de Minas, cobre o sertão mineiro, a seca, o pequeno produtor e as pautas que a capital ignora.
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