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PJF regulariza pagamentos de servidores do HPS após anúncio de paralisação

Após o anúncio de paralisação, a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) começou a regularizar os pagamentos dos servidores do Hospital de Pronto Socorro (HPS) no fim da tarde desta sexta-feira (4). A informação é do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Juiz de Fora (Sinserpu-JF), que afirma que os repasses foram feitos pela Secretaria de Recursos Humanos. Antes da medida, 42 trabalhadores do HPS teriam identificado erros no pagamento referente a agosto.

A presidente do sindicato, Deise Medeiros, afirmou que, diante da marcação de um ato na entrada da unidade, a administração municipal enviou ofício declarando que os pagamentos seriam feitos ainda nesta sexta, antes das 17h. Inicialmente, a PJF havia comunicado que o pagamento ocorreria somente na próxima semana.

"Mesmo assim, viemos para constatar se estavam realizando os pagamentos. Nós estamos conversando com os trabalhadores e eles estão informando para nós que aos poucos, sim, estão regularizando o pagamento", afirmou Deise. Para ela, a maioria dos erros tem ocorrido no setor da saúde.

"A Prefeitura tem feito uma escolha de errar na saúde, parece que pegam esse dinheiro e pagam outras coisas, arcam com outras responsabilidades. São muitos erros que vem acontecendo em vários meses", opinou a dirigente.

O diretor de saúde do Sinserpu, Anderson Luiz Gonçalves, ponderou que, embora as inconsistências afetem outros setores, como a educação, a saúde é considerada a mais fundamental. "É algo muito preocupante, dentro da saúde, a gente vem acompanhando a violência que os nossos trabalhadores vêm sofrendo, até dos próprios usuários em busca de um serviço. Agora a gente está vendo uma agressão da própria administração, pois entendemos isso como uma agressão também, quando mexe no bolso do trabalhador. Porque a conta não espera", avaliou.

Mais cedo, o Sinserpu havia emitido nota à imprensa informando que os trabalhadores iniciariam uma paralisação se os pagamentos não fossem regularizados até as 17h. Durante a paralisação, serviços essenciais seriam mantidos seguindo os limites previstos na legislação.

Marília Stefani
Repórter de Segurança Pública
De Betim, cobre segurança pública em MG com dado, contexto e cuidado para não alimentar o pânico.
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