Minas Gerais lidera Prêmio TOP 100 de Artesanato com 21 vencedores
Artesãos e unidades produtivas de 17 municípios mineiros estão entre os 100 destaques da 6ª edição do Prêmio Sebrae Top 100 de Artesanato. Cerimônia está prevista para novembro, no Rio de Janeiro.
Minas Gerais é o estado com o maior número de vencedores na 6ª edição do Prêmio Sebrae Top 100 de Artesanato. Dos 100 selecionados em todo o país, 21 são artesãos e unidades produtivas mineiras, espalhados por 17 municípios. A cerimônia de premiação está prevista para novembro, no Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB), no Rio de Janeiro.
A lista mineira reúne representantes de Arinos, Belo Horizonte, Capitão Enéas, Carangola, Chapada do Norte, Curvelo, Divinópolis, Governador Valadares, Jenipapo de Minas, Jequitinhonha, Mariana, Muzambinho, Ponto dos Volantes, Prados, Taiobeiras, Tiradentes e Turmalina. As técnicas e matérias-primas variam entre cerâmica, madeira, bordado, fibras e tecelagem.
O desempenho de 2026 é menor que o da edição anterior. Em 2022, Minas havia somado 24 contemplados, também liderando o ranking nacional. Ainda assim, o estado mantém a dianteira em uma disputa que cresceu: a edição deste ano recebeu 1.647 inscrições, contra 1.208 registradas em 2022. Os 100 vencedores são de 22 unidades da Federação.
O que muda para quem venceu
Para os artesãos, o reconhecimento costuma se traduzir em acesso a novos mercados e em valorização da origem do produto. A gestora Monique Figueiredo Barboza, da Central Veredas, de Arinos, afirma que o prêmio dá visibilidade às mulheres artesãs do Urucuia Grande Sertão Veredas e mostra que o artesanato feito no sertão "tem qualidade, cultura e pode chegar cada vez mais longe".
O artesão Alex Pereira Teles, da Art Teles, de Divinópolis, diz que o reconhecimento funciona como validação de uma vida dedicada à preservação da cultura e dos saberes locais.
O presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva, afirma que a atuação da entidade busca criar condições para que os artesãos fortaleçam seus negócios, acessem novos mercados e valorizem a origem e a história por trás de seus produtos.
Quem são os vencedores mineiros
- Andreia Andrade, de Ponto dos Volantes
- ARCA, Associação dos Artesãos, Agricultores e Agricultoras Quilombolas de Santa Cruz, de Chapada do Norte
- Arte Teles, de Divinópolis
- Arte no Coco Ateliê, de Governador Valadares
- José Adolfo Viana de Souza, de Belo Horizonte
- Amaflor, Bordadeiras do Curtume, de Jenipapo de Minas
- Associação dos Artesãos de Coqueiro Campo, de Turmalina
- Associação dos Lavradores e Artesãos de Campo Alegre, de Turmalina
- Ateliê Bordados Clareart, de Tiradentes
- Atelier Curral da Cor, de Prados
- Atelier Edney do Carmo, de Mariana
- Augusto Ribeiro, de Ponto dos Volantes
- Camaleoa, de Belo Horizonte
- Capitania das Fibras, de Capitão Enéas
- Central Veredas, de Arinos
- Cooperativa Dedo de Gente, de Curvelo
- Lucineia de Souza Barbosa, de Taiobeiras
- Marlice Machado, de Jequitinhonha
- Simone Oliveira Arte Sustentável, de Carangola
- Tecelagem Santa Edwiges, de Muzambinho
O prêmio chega em 2026 à sexta edição. As anteriores ocorreram em 2006, 2009, 2013, 2016 e 2022. Ao longo desse período, a iniciativa se consolidou como uma das principais vitrines nacionais para unidades produtivas do artesanato brasileiro. Nos próximos meses, a expectativa é de que os vencedores usem o selo para ampliar contratos e canais de venda, movimento que costuma se refletir na renda de comunidades que vivem da produção artesanal.