Cearense de 66 anos percorre 920 km em esteira e busca recorde mundial
Contador cearense de 66 anos percorreu 920 km em 168 horas numa esteira de shopping em Belém. A marca ainda será avaliada pelo Guinness World Records, e a ação arrecadou a mesma quantidade em quilos de alimentos.
O contador cearense Antônio Jussier Damasceno, de 66 anos, percorreu 920 km em 168 horas numa esteira instalada em um shopping de Belém, no Pará. O desafio começou em 29 de agosto e terminou em 5 de setembro. A marca agora aguarda avaliação do Guinness World Records como maior distância percorrida em esteira.
O que muda a partir de agora é a etapa de verificação. A organização ainda vai analisar vídeos, depoimentos e outros registros feitos durante o percurso antes de decidir se reconhece oficialmente a marca. Não há prazo divulgado para essa resposta.
Natural de Palmácia, no Ceará, Jussier começou a correr há 23 anos, quando os filhos o inscreveram numa corrida no Colégio Militar de Fortaleza. Depois disso, passou a encarar provas cada vez mais longas e ultramaratonas, o que explica a escolha por um formato de sete dias seguidos.
A ideia do desafio partiu de André Mota, idealizador do projeto Academia da Vida, que convidou Antônio para participar da ação. O objetivo era arrecadar alimentos para famílias e instituições que precisam de apoio, com foco em crianças em tratamento contra o câncer.
O número que dá nome ao feito tem dupla leitura: os mesmos 920 km percorridos viraram 920 kg de alimentos não perecíveis arrecadados. Durante os sete dias, Jussier teve pausas programadas para descansar, se alimentar e se hidratar, além de acompanhamento médico e suporte profissional. Ele contou com Joaquim José Cavalcanti, seu parceiro de esteira, que o acompanhou durante todo o desafio.
Para quem acompanha o esporte de resistência, o caso interessa menos pelo número bruto e mais pelo desenho da prova: pausas controladas, equipe de apoio e registro contínuo. É esse conjunto que a organização avalia, não apenas a quilometragem final.
A tendência para os próximos meses é de espera. Sem confirmação do Guinness, a marca segue como tentativa, não como recorde oficial. O que já está consolidado é a destinação dos alimentos e o efeito da ação sobre as instituições beneficiadas.