Portal Notícias MG 🔍
Portal Notícias MG
Editorias
Institucional
Cidade

VÍDEO: Ministro de Netanyahu mostra 'centro de enforcamento' de presos

O ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, publicou um vídeo em que mostra obras de um futuro "centro de enforcamento" de presos no país. A gravação, divulgada em 20 de agosto de 2026, exibe o local que, segundo o ministro, terá forcas para executar condenados à pena de morte e cabines de observação para as vítimas. A iniciativa ocorre após o Parlamento de Israel aprovar, em março, uma lei que prevê pena de morte para palestinos condenados por ataques letais.

Ben Gvir, de extrema direita e integrante do governo liderado por Netanyahu, defende há anos a pena de morte para palestinos presos em Israel, principalmente os que cometeram atentados no país. No vídeo, ele afirma: "Quando alguém atacar Israel, será assassinado no local. Mas se um terrorista sobrevive, o traremos para cá. As vítimas poderão vir para vê-los ser executados, como se faz nos Estados Unidos, poderão presenciar como morrem". A declaração reforça a posição do ministro, que já havia proposto a medida que resultou na lei aprovada em março.

A lei, aprovada por iniciativa de Ben Gvir, altera a legislação israelense ao permitir a pena de morte para palestinos condenados por ataques letais. Antes da mudança, a sentença máxima no país era a prisão perpétua. A decisão gerou debate sobre a aplicação da pena capital em Israel, que não a utiliza desde 1962, quando o oficial nazista Adolf Eichmann foi executado. O vídeo do centro de enforcamento, no entanto, não detalha prazos para a conclusão das obras nem a capacidade do local.

A publicação ocorre em um contexto de tensão na região, com ataques a Israel e operações militares nos territórios palestinos. Ben Gvir, conhecido por posições duras, tem usado as redes sociais para divulgar medidas de segurança. O vídeo, filmado por Atef Safadi/Pool via REUTERS, mostra a estrutura em construção, com as cabines de observação citadas pelo ministro. Até o momento, não houve manifestação oficial do governo israelense sobre a operacionalidade do centro.

A medida, se implementada, representaria a primeira execução em Israel desde 1962. Organizações de direitos humanos, que não foram citadas na fonte, podem questionar a legalidade da pena de morte, mas o governo de Netanyahu não comentou o assunto. A lei de março, que ainda depende de regulamentação, é vista por analistas como um movimento político do ministro para reforçar sua base eleitoral. O vídeo, portanto, funciona como uma demonstração de avanço, embora não haja cronograma oficial para o início das execuções.

Enquanto isso, a comunidade internacional observa com atenção. A União Europeia e a ONU, que não foram mencionadas na fonte, já se posicionaram contra a pena de morte em outras ocasiões, mas não há registro de reação específica a este vídeo. A pauta, contudo, tende a ganhar repercussão, especialmente entre os críticos da política de segurança israelense. política de segurança de Israel pena de morte no mundo

Marília Stefani
Repórter de Segurança Pública
De Betim, cobre segurança pública em MG com dado, contexto e cuidado para não alimentar o pânico.
Ver todos os artigos →