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VÍDEO: Ministro de Netanyahu mostra 'centro de enforcamento' de presos

ResumoItamar Ben Gvir, ministro de Segurança Nacional de Israel, divulgou vídeo de um futuro centro de enforcamento de presos, com forcas e cabines de observação. A construção ocorre após lei aprovada em março de 2025, que autoriza pena de morte para palestinos condenados por ataques fatais. A instalação ainda não recebeu prisioneiros.

O ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, publicou um vídeo mostrando obras de um futuro 'centro de enforcamento' de presos, com forcas e cabines de observação. A iniciativa ocorre após lei aprovada em março que prevê pena de morte para palestinos condenados po

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 25 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
VÍDEO: Ministro de Netanyahu mostra 'centro de enforcamento' de presos

O ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, publicou um vídeo em que mostra obras de um futuro "centro de enforcamento" de presos no país. A gravação, divulgada em 20 de agosto de 2026, exibe o local que, segundo o ministro, terá forcas para executar condenados à pena de morte e cabines de observação para as vítimas. A iniciativa ocorre após o Parlamento de Israel aprovar, em março, uma lei que prevê pena de morte para palestinos condenados por ataques letais.

Ben Gvir, de extrema direita e integrante do governo liderado por Netanyahu, defende há anos a pena de morte para palestinos presos em Israel, principalmente os que cometeram atentados no país. No vídeo, ele afirma: "Quando alguém atacar Israel, será assassinado no local. Mas se um terrorista sobrevive, o traremos para cá. As vítimas poderão vir para vê-los ser executados, como se faz nos Estados Unidos, poderão presenciar como morrem". A declaração reforça a posição do ministro, que já havia proposto a medida que resultou na lei aprovada em março.

A lei, aprovada por iniciativa de Ben Gvir, altera a legislação israelense ao permitir a pena de morte para palestinos condenados por ataques letais. Antes da mudança, a sentença máxima no país era a prisão perpétua. A decisão gerou debate sobre a aplicação da pena capital em Israel, que não a utiliza desde 1962, quando o oficial nazista Adolf Eichmann foi executado. O vídeo do centro de enforcamento, no entanto, não detalha prazos para a conclusão das obras nem a capacidade do local.

A publicação ocorre em um contexto de tensão na região, com ataques a Israel e operações militares nos territórios palestinos. Ben Gvir, conhecido por posições duras, tem usado as redes sociais para divulgar medidas de segurança. O vídeo, filmado por Atef Safadi/Pool via REUTERS, mostra a estrutura em construção, com as cabines de observação citadas pelo ministro. Até o momento, não houve manifestação oficial do governo israelense sobre a operacionalidade do centro.

A medida, se implementada, representaria a primeira execução em Israel desde 1962. Organizações de direitos humanos, que não foram citadas na fonte, podem questionar a legalidade da pena de morte, mas o governo de Netanyahu não comentou o assunto. A lei de março, que ainda depende de regulamentação, é vista por analistas como um movimento político do ministro para reforçar sua base eleitoral. O vídeo, portanto, funciona como uma demonstração de avanço, embora não haja cronograma oficial para o início das execuções.

Enquanto isso, a comunidade internacional observa com atenção. A União Europeia e a ONU, que não foram mencionadas na fonte, já se posicionaram contra a pena de morte em outras ocasiões, mas não há registro de reação específica a este vídeo. A pauta, contudo, tende a ganhar repercussão, especialmente entre os críticos da política de segurança israelense. política de segurança de Israel pena de morte no mundo

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