Mariana: barragem tem risco elevado pela ANM após descaracterização
A barragem Campo Grande, em Mariana, na Região Central de Minas, teve a Categoria de Risco (CRI) elevada de baixa para média pela Agência Nacional de Mineração (ANM). A alteração consta no boletim mensal do órgão referente a julho, sete meses após a Vale anunciar a conclusão das obras de descaracterização da estrutura.
A elevação ocorreu depois de ação de fiscalização em que "foram observadas alterações no estado de conservação dos taludes e a necessidade de revegetação", além de assoreamento em dispositivos de drenagem superficial. A ANM afirmou que essas ocorrências "não estão associadas a um potencial comprometimento da segurança da estrutura".
A CRI é uma classificação regulatória dinâmica, que combina critérios técnicos da barragem, estado de conservação e conformidade do Plano de Segurança. As estruturas são pontuadas nas categorias baixa, média e alta, e a classificação ajuda a ANM a priorizar a fiscalização.
A barragem Campo Grande está em fase de monitoramento ativo do processo de descaracterização, ou seja, as obras foram executadas, mas a estrutura segue em acompanhamento para verificar o desempenho das intervenções. A conclusão das obras não encerra o processo regulatório, e a estrutura permanece sujeita a monitoramento e fiscalização.
A Vale, em nota, afirmou que as obras foram concluídas em dezembro de 2025 e comprovadas perante os órgãos competentes. A empresa ressaltou que a estrutura permanece estável, segura e sem alerta ou emergência, e que a barragem segue sob acompanhamento da ANM por dois anos após a conclusão das obras, período em que a CRI pode sofrer pequenas variações tratadas por manutenção rotineira.
A descaracterização da barragem, na Mina Alegria, incluiu retirada do alteamento a montante, reconfiguração da estrutura, reforços, impermeabilização e adequações na drenagem. Com a conclusão, a Vale alcançou 63% de execução no Programa de Descaracterização, sendo Campo Grande a 19ª barragem a montante eliminada. Outras 11 ainda serão extintas pela empresa.
No complexo da Mina Alegria, além de Campo Grande, as barragens Doutor e Xingu seguem em processo de eliminação. A Vale informou que a estrutura é monitorada 24 horas por dia pelos Centros de Monitoramento Geotécnico (CMG). barragens em minas gerais programa de descaracterização da vale