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É #FAKE que código-fonte de urnas foi alterado e 'original' está com Moraes

ResumoA alegação de que o código-fonte das urnas eletrônicas foi alterado e que o 'original' estaria com Alexandre de Moraes é #FAKE. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nega a informação e esclarece que os códigos estão abertos para fiscalização pública desde outubro de 2025. A versão oficial permanece disponível para auditoria de qualquer cidadão ou entidade interessada.

Vídeo falso afirma que código-fonte das urnas eletrônicas foi alterado e que o 'original' estaria com Alexandre de Moraes. TSE nega e explica que códigos estão abertos para fiscalização desde outubro de 2025.

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 03 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
É #FAKE que código-fonte de urnas foi alterado e 'original' está com Moraes

Circula nas redes sociais um vídeo que alega que o código-fonte das urnas eletrônicas foi alterado e que a versão "verdadeira" estaria sob responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). É #FAKE.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmentiu as alegações. Em resposta ao Fato ou Fake, o órgão esclareceu que os códigos-fonte disponibilizados para inspeção estão completos e são os mesmos que serão usados nas eleições. A abertura ocorre desde 2002, por determinação da Lei das Eleições (Lei n. 9.504/97), e não está vinculada a nenhuma gestão do Tribunal. Os ministros não têm nenhuma cópia dos códigos-fonte.

As linhas de programação estão abertas para fiscalização desde 4 de outubro de 2025 e permanecerão acessíveis até esta sexta-feira (4), quando os sistemas são assinados digitalmente, lacrados e distribuídos aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) para preparação das urnas. Após essa etapa, não é possível realizar qualquer modificação no código-fonte. O material, depois de lacrado, fica sob a guarda do TSE e pode ser conferido por entidades de fiscalização.

A checagem foi feita após leitores enviarem o vídeo pelo WhatsApp do Fato ou Fake. No conteúdo, publicado em 24 de agosto no Instagram, um homem afirma que "André Mendonça e Nunes Marques receberam o código fonte" e que o acesso geral estaria "nas mãos de Alexandre de Moraes". O TSE esclarece que os ministros não recebem cópias do sistema.

Podem inspecionar o código-fonte, segundo o TSE: Congresso Nacional, Controladoria-Geral da União (CGU), representantes de partidos políticos, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Polícia Federal e universidades. A fiscalização ocorre em sala específica no TSE, em Brasília, com agendamento prévio e senha individual. Não é permitido entrar com celulares ou outros equipamentos eletrônicos.

O procedimento faz parte da auditoria do sistema eletrônico de votação, previsto na legislação eleitoral. O calendário de fiscalização inclui a abertura do código em outubro de 2025, o Teste Público de Segurança (TPS) em novembro, os testes de confirmação em março de 2026, a assinatura e lacração em agosto, e a geração de mídias em setembro.

Para quem receber conteúdo desse tipo, a orientação é desconfiar de alegações sem fonte oficial e buscar a checagem em veículos de imprensa ou diretamente nos canais do TSE. A informação sobre o código-fonte das urnas é pública e pode ser verificada por qualquer cidadão interessado.

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