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Homem é preso por tentar matar companheira ateando fogo no corpo dela em MG

ResumoEm Minas Gerais, um homem foi preso em flagrante por tentativa de feminicídio contra a companheira, de 32 anos. O suspeito ateou fogo no corpo da vítima durante a madrugada de terça-feira (18). A mulher segue internada em estado grave na Santa Casa local. A prisão ocorreu em cidade do interior mineiro.

Um homem foi preso em flagrante suspeito de tentar matar a companheira ateando fogo no corpo dela, em uma cidade do interior de Minas Gerais. A vítima, de 32 anos, segue internada em estado grave na Santa Casa local. O caso ocorreu na madrugada desta terça-feira (18).

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 15 de julho de 2026 · 5 min de leitura
Homem é preso por tentar matar companheira ateando fogo no corpo dela em MG

Homem é preso por tentar matar companheira ateando fogo no corpo dela

Um homem foi preso em flagrante suspeito de tentar matar a companheira ateando fogo no corpo dela, em uma cidade do interior de Minas Gerais. A vítima, de 32 anos, segue internada em estado grave na Santa Casa local. O caso ocorreu na madrugada desta terça-feira (18) e mobilizou a Polícia Militar, que atendeu a denúncia de vizinhos. A informação foi confirmada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), que investiga o crime como tentativa de feminicídio.

O ataque e a prisão em flagrante

Segundo a Polícia Militar, a equipe foi acionada por volta das 2h da madrugada, após relatos de vizinhos que ouviram gritos vindos de uma residência no bairro Centro. Ao chegar ao local, os militares encontraram a vítima com queimaduras graves pelo corpo, principalmente no rosto e nos braços. O suspeito, de 38 anos, foi detido ainda no local, sem oferecer resistência. A PCMG informou que ele foi autuado em flagrante por tentativa de homicídio qualificado, com agravante de violência doméstica.

A vítima foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada à Santa Casa, onde passou por cirurgia de emergência. O boletim médico divulgado no início da tarde desta terça-feira indica que ela segue em estado grave, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com quadro estável, mas com risco de complicações respiratórias. A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informou que acompanha o caso e que a paciente recebe assistência de uma equipe multidisciplinar.

Violência doméstica: números que alarmam

Casos como este refletem uma realidade preocupante em Minas Gerais. Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) indicam que, em 2025, foram registrados 12 casos de tentativa de feminicídio no estado até o mês de maio. O número, embora menor que o mesmo período de 2024 (15 casos), ainda acende um alerta sobre a violência doméstica em lares mineiros. A PCMG ressalta que a subnotificação é um desafio, já que muitas vítimas não denunciam os agressores por medo ou dependência financeira.

A Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) prevê medidas protetivas de urgência para mulheres em situação de violência, como afastamento do agressor do lar e proibição de contato. No entanto, a aplicação dessas medidas depende da denúncia da vítima ou de terceiros. A Casa da Mulher Mineira, em Belo Horizonte, oferece acolhimento e orientação para mulheres em risco, com equipe de psicólogos e assistentes sociais.

O papel da denúncia na prevenção

A vizinhança que ouviu os gritos e acionou a polícia foi fundamental para a prisão em flagrante. A Sejusp orienta que qualquer pessoa pode denunciar casos de violência doméstica pelo telefone 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou pelo 190 da Polícia Militar. A denúncia anônima também é possível pelo Disque-Denúncia 181. A PCMG reforça que a rapidez na resposta pode salvar vidas.

Para a família da vítima, o momento é de apreensão. A irmã da mulher, que preferiu não se identificar, disse à reportagem que a irmã sofria ameaças do companheiro há meses, mas nunca registrou queixa. "Ela tinha medo de denunciar. Dizia que ele ia se vingar", relatou. A PCMG investiga se o suspeito já havia sido denunciado anteriormente por violência doméstica.

Como identificar sinais de violência doméstica

Especialistas em segurança pública destacam que a violência doméstica nem sempre começa com agressões físicas. Sinais como controle excessivo, ciúmes, isolamento social e ameaças verbais são comuns. A psicóloga Maria Lúcia Silva, da Casa da Mulher Mineira, explica que o ciclo da violência tem três fases: tensão, explosão e lua de mel. "A fase de tensão é quando a mulher anda sobre cascas de ovos, tentando evitar a explosão. A explosão é o ataque violento. Depois, o agressor pede desculpas e promete mudar", detalha.

A recomendação para mulheres que se identificam com esses sinais é buscar ajuda antes que a violência se agrave. A Casa da Mulher Mineira atende de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, no endereço Rua dos Tupinambás, 400, Centro, Belo Horizonte. O atendimento também pode ser agendado pelo telefone (31) 3220-2400.

O que esperar do processo judicial

Após a prisão em flagrante, o suspeito passou por audiência de custódia na manhã desta terça-feira, na comarca local. A Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva, considerando a gravidade do crime e o risco de fuga. O advogado de defesa ainda não se manifestou. A PCMG tem 30 dias para concluir o inquérito, que será enviado ao Ministério Público para oferecimento da denúncia.

Se condenado, o suspeito pode pegar de 12 a 30 anos de reclusão, conforme o artigo 121 do Código Penal, com agravante de violência doméstica (Lei 13.104/2015, que tipifica o feminicídio). O caso tramita em segredo de Justiça para proteger a identidade da vítima.

Canais de apoio para vítimas de violência

Para quem está passando por situação de violência doméstica, o caminho mais seguro é buscar ajuda. A Central de Atendimento à Mulher (180) funciona 24 horas, com atendimento sigiloso. A Polícia Militar (190) atende emergências. A Casa da Mulher Mineira oferece acolhimento e orientação. A PCMG também disponibiliza delegacias especializadas em todo o estado.

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Perguntas Frequentes

O que fazer se ouvir gritos de briga de vizinhos?

Ligue imediatamente para o 190 da Polícia Militar. A denúncia pode ser anônima. A rapidez na resposta pode salvar a vida da vítima.

A denúncia pelo 180 é anônima?

Sim, a Central de Atendimento à Mulher (180) garante sigilo da identidade da denunciante. O atendimento é feito por profissionais capacitados.

Quais são as medidas protetivas da Lei Maria da Penha?

Incluem afastamento do agressor do lar, proibição de contato com a vítima e familiares, e monitoramento eletrônico. A medida é solicitada pela vítima ou pelo Ministério Público.

Como ajudar uma amiga que sofre violência doméstica?

Ofereça acolhimento sem julgamento, incentive a denúncia e ajude a buscar a rede de apoio, como a Casa da Mulher Mineira ou a delegacia especializada.

A vítima pode desistir da denúncia depois?

Sim, mas o Ministério Público pode dar continuidade ao processo se houver indícios de violência grave. A desistência não impede a investigação.

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