Mãe de bebê de 1 ano morta a socos e chutes em Neves
Uma mulher de 21 anos foi morta a socos e chutes na noite dessa segunda-feira (7/9) no Bairro Xangri-lá, distrito de Justinópolis, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O ex-companheiro dela, de 24 anos, é apontado pela Polícia Militar (PM) como suspeito do crime e está foragido. A vítima era mãe de uma bebê de 1 ano.
A ocorrência foi registrada por volta das 21h45, na Rua Baturité. A jovem morava no Bairro Tijuca. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e constatou a morte ainda no local. Segundo a ocorrência, a vítima apresentava diversas lesões na cabeça, provocadas por socos e chutes. A perícia da Polícia Civil esteve no imóvel e não encontrou objetos que pudessem ter sido usados nas agressões.
O primo do suspeito contou aos policiais que o casal manteve um relacionamento por quatro anos e teve uma filha, hoje com 1 ano. Eles estavam separados havia cerca de três meses e dividiam os cuidados com a criança nos fins de semana. Por volta das 19h30, a testemunha preparava o jantar dos avós, que são debilitados, quando ouviu uma discussão vinda da casa do primo. As brigas entre o casal eram frequentes e envolviam principalmente a guarda da filha e o fim do relacionamento. Como já tinham ocorrido outras vezes, o homem continuou o jantar. Ao perceber que o barulho havia cessado, foi até o imóvel e encontrou a jovem caída, já sem o primo, que havia fugido. Ele acionou o Samu e, depois, a PM.
Um amigo do tio da vítima contou que havia combinado de dar carona a ela e esperou cerca de 20 minutos em frente ao imóvel. Como ela não apareceu, contatou uma tia, que, por conhecer o histórico de discussões do casal, chamou um motorista de aplicativo para buscá-la. Até o momento, o suspeito não foi localizado. A PM faz buscas, e o caso será investigado pela Polícia Civil.
O caso reacende o alerta sobre a violência doméstica na Grande BH. Para mulheres em situação de risco, a orientação é procurar a Delegacia da Mulher mais próxima ou ligar 180, central da Central de Atendimento à Mulher. A denúncia pode ser anônima e ajuda a prevenir desfechos como este.