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O futuro chegou: estamos velhos e a cidade não está pronta

ResumoJuiz de Fora enfrenta o desafio do envelhecimento populacional sem infraestrutura urbana adequada. A longevidade exige políticas públicas contra o etarismo e adaptação de espaços, transporte e serviços. Gestores municipais precisam priorizar acessibilidade e inclusão para responder à nova realidade demográfica. A cidade não está pronta para acolher idosos com dignidade e autonomia plena.

O mundo envelheceu e Juiz de Fora também. A longevidade virou questão política e econômica. Gestores precisam agir contra o etarismo. Entenda o que muda na sua vida.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 31 de agosto de 2026 · 1 min de leitura
O futuro chegou: estamos velhos e a cidade não está pronta

O futuro chegou e, com ele, uma população que vive mais. Juiz de Fora envelheceu, o país envelheceu, e isso não é apenas uma condição individual: é uma questão social, econômica, cultural e, principalmente, política. A pergunta que fica não é quantos anos vamos viver, mas como queremos viver os anos que conquistamos.

Envelhecer, como outras etapas da vida, exige planejamento. Gestores e gestoras de Juiz de Fora e de outras cidades precisam rever seus planejamentos, serviços de saúde, políticas públicas e formas de mobilidade diante do envelhecimento populacional. O desafio central é enfrentar os etarismos cotidianos presentes nas cidades.

Ainda há quem olhe para a pessoa idosa como alguém que já cumpriu sua missão e virou invisível. Isso precisa mudar. Ficar velho não pode tirar a cidadania, diminuir direitos, apagar desejos, sonhos, afetos, sexualidade, nem a capacidade de votar e participar da vida coletiva. A longevidade precisa ser politizada: ter longevidade com direitos.

A pergunta que fica para as eleições é: quais candidatos apresentam compromissos com o envelhecimento ativo e cidadão? Eles precisam escutar as pessoas idosas, não como favor, mas como direito. Isso é cidadania, isso é democracia.

O futuro chegou sem pedir licença. Trouxe uma população que vive mais, deseja continuar participando e não aceita ser tratada como paisagem. A grande revolução do nosso mundo é aprender a envelhecer sem pedir desculpas. Ficar velho não é defeito, a não ser que se morra antes da hora. E quem deseja morrer cedo?

Defender os direitos das pessoas idosas é defender nosso próprio futuro, que já chegou. Os novos velhos somos nós. Vida longa e próspera para todos nós.

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