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Navios vistos perto do Estreito de Ormuz em meio a tensão

ResumoNavios foram avistados perto do Estreito de Ormuz, na costa de Musandam, em Omã, nesta segunda-feira (31), em meio à escalada militar entre Estados Unidos e Irã. A movimentação ocorre após ataques americanos a lançadores iranianos e resposta iraniana a bases dos EUA na Jordânia. A região concentra trânsito marítimo estratégico para o comércio global de petróleo.

Navios foram vistos perto do Estreito de Ormuz nesta segunda-feira (31), na costa de Musandam, em Omã, após ataques americanos a lançadores iranianos e resposta do Irã a bases dos EUA na Jordânia.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 31 de agosto de 2026 · 1 min de leitura
Navios vistos perto do Estreito de Ormuz em meio a tensão

Navios foram vistos perto do Estreito de Ormuz nesta segunda-feira (31), na costa de Musandam, em Omã, segundo imagens divulgadas pela Reuters. O movimento ocorre em meio à escalada entre Estados Unidos e Irã, que trocaram ataques no fim de semana.

As forças dos Estados Unidos atingiram dois lançadores na ilha iraniana de Larak, no Estreito de Ormuz, no domingo (30). Foram os primeiros ataques americanos conhecidos contra o país desde o fim de julho. Em resposta, o Irã atacou duas bases aéreas dos EUA na Jordânia, informou a mídia iraniana nesta segunda-feira, citando a Guarda Revolucionária do Irã.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em uma breve publicação nas redes sociais no domingo que o centro energético iraniano da ilha de Kharg estava sendo "reduzido a escombros". Não havia evidências de que a ilha estivesse sob ataque, e a publicação, acompanhada de um vídeo gerado por IA, não continha outros detalhes. O Irã negou o ataque à ilha e acrescentou que as operações de petróleo continuavam.

As negociações para encerrar o conflito estão em um impasse, enquanto mediadores trabalham para reabrir o Estreito de Ormuz, por onde passava um quinto do petróleo mundial antes do início da guerra, no fim de fevereiro.

O cenário lembra o padrão de tensões anteriores na região, quando o estreito se tornou ponto de estrangulamento do comércio energético global. A diferença agora é a velocidade da escalada: ataques diretos a lançadores e bases aéreas em menos de 48 horas.

A reabertura da passagem depende de um acordo que ainda não saiu do papel. Enquanto isso, a movimentação de navios na costa de Omã sinaliza que a navegação segue monitorada de perto, sem garantia de normalização no curto prazo.

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