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Flávio: indicará ao STF quem não usar caneta para injustiça

ResumoFlávio Bolsonaro (PL) declarou à Record TV que, se eleito presidente, indicará ao Supremo Tribunal Federal (STF) ministros contrários ao aborto e às drogas, comprometidos a não usar a caneta para injustiça. A declaração ocorreu em entrevista na qual o parlamentar também criticou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. A proposta define critérios ideológicos para futuras nomeações na Corte.

Em entrevista à Record TV, Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que, se eleito, indicará ao STF homens e mulheres contrários ao aborto e às drogas, que não usem a caneta para injustiça. Ele também criticou o julgamento do pai.

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 31 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
Flávio: indicará ao STF quem não usar caneta para injustiça

O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou neste domingo (30) que, se eleito, indicará ao STF ministros com perfil contrário ao aborto e às drogas, que não usem a caneta para injustiça. A declaração foi dada em entrevista à Record TV, quando o senador detalhou o perfil desejado para futuros integrantes da Suprema Corte.

"Vou indicar homens e mulheres que sejam comprometidos em serem contra o aborto, em serem contra as drogas e que não usem a caneta para fazer injustiça com ninguém", declarou.

O próximo presidente eleito poderá indicar até quatro nomes ao STF durante o mandato, com as aposentadorias de Luiz Fux (2028), Cármen Lúcia (2029) e Gilmar Mendes (2030). Além da vaga atual com a saída de Luís Roberto Barroso, ainda não preenchida, caso não seja feita até o fim do ano.

Ao ser questionado sobre possíveis nomes, Flávio preferiu reduzir ao perfil de pessoas que sejam "de verdade patriotas" e que "pensem em trazer segurança jurídica de volta", em crítica à credibilidade do Supremo. "Se eu indico o nome agora, já começa a tomar uma saraivada de matérias do jornal sem parar. Mas o perfil vai ser esse: homens e mulheres que sejam de verdade patriotas e que pensem em trazer segurança jurídica de volta e resgatar a credibilidade do Supremo", completou.

O candidato também criticou a postura da Corte no julgamento dos réus do 8 de Janeiro, incluindo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo ele, a decisão foi uma "grande farsa" e o pai foi julgado por "inimigos", referindo-se aos ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin.

"Ele foi julgado pelo Flávio Dino, por exemplo, que é um inimigo declarado dele, disse que o 'Bolsonaro é um demônio na terra'. Ele foi julgado pelo Zanin, que até ontem era advogado do Lula, e pelo Alexandre de Moraes, que todo mundo sabe que é um inimigo declarado de Bolsonaro. Então foi uma grande farsa a que não apenas o presidente Bolsonaro foi submetido, mas todos esses do 8 de Janeiro", completou.

No final da fala, o candidato voltou a defender o envio de um projeto de anistia a todos os condenados no caso ao Congresso Nacional, já no primeiro dia de governo.

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