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Falta de dinheiro trava as campanhas em Minas

As campanhas eleitorais estão nas redes sociais, na TV e no rádio, menos nas ruas. Quem passa por cidades do interior de Minas não vê os candidatos nem as placas que inundam a capital. A razão é comum a todos: falta dinheiro, ou mais diretamente, as direções partidárias nacionais não liberaram os recursos do fundo eleitoral. Os valores prometidos não chegaram e os prazos estão se encerrando.

A decisão é de risco, porque afeta as candidaturas estaduais que poderiam impulsionar a campanha nacional. A campanha de rua tem custo igualmente alto, e a disputa nacional entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) parece concentrar o que sobrou de verba.

Como a falta de recursos aparece nas candidaturas

Alguns candidatos, como Gabriel Azevedo (MDB), que já foi o 'rei da internet', sequer gastam dinheiro com impulsionamento. Somente na última sexta, o candidato Patrus Ananias (PT) abriu seu comitê na capital. Nesta semana, chegaram cartazes de Alexandre Kalil (PDT) em Varginha, no Sul de Minas.

O líder de todas as pesquisas, Cleitinho Azevedo (Republicanos), também é boicotado pelo seu partido. Por isso, optou por se esconder: quanto menos campanha e comparação com os rivais, melhor. Fica apenas nas redes sociais e longe da capital.

Os aliados do candidato Mateus Simões (PSD) se perguntam quando ele vai bater para tirar votos de Cleitinho, único postulante de seu campo político que está à frente. Nessa quarta (9), Patrus Ananias divulgou um ataque a Simões chamado de "Intocáveis de Zema", denunciando a bilionária isenção fiscal concedida a empresários. A iniciativa deve refletir a preocupação com eventual crescimento do governista.

O movimento sinaliza que, próximo da reta final, o tiroteio será intenso para ganhar a segunda vaga ao 2º turno, já que a primeira parece ser mesmo de Cleitinho. Até lá, as pesquisas vão continuar batendo cabeça.

O que trava a pauta da Assembleia de Minas

Essa é a única mensagem que os deputados estaduais têm recebido, desde o final do mês passado, sobre a pauta da Assembleia de Minas. Nessa quarta (9), apenas dois deputados estiveram na sessão, que, por falta de quórum, foi encerrada. A maioria absoluta está no interior correndo atrás dos votos que garantam a reeleição e sobrevivência política.

Quatro vetos do governador travam a pauta desde o dia 28 passado. Se não forem votados, o que exige quórum qualificado, nada mais poderá avançar.

O presidente do STF, Edson Fachin, buscou, nessa quarta (9), dar um freio de arrumação na crise que vai empurrando a Corte para o abismo da disputa sangrenta eleitoral pelo poder. Chamou para si a condução da crise contra decisões monocráticas e de torcedores. Melhor será se chamar o colegiado supremo para colocar ordem na casa e no caos. O tempo do Judiciário é o do devido processo legal e não deve seguir nem pode ser contaminado pelos prazos eleitorais.

Nos próximos meses, a tendência é que a ausência de verba nas ruas continue pesando sobre as candidaturas estaduais, enquanto a disputa nacional concentra os recursos. eleições em Minas Gerais

Sérgio Tadeu Mafra
Repórter de Economia Regional
De Uberlândia, cobre economia do Triângulo e agronegócio mineiro com dado na mão e linguagem clara.
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