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Falta de dinheiro trava as campanhas em Minas

ResumoCampanha eleitoral em Minas Gerais enfrenta escassez de recursos do fundo eleitoral em 2024. Direções partidárias nacionais não liberaram os repasses prometidos, levando candidatos a priorizar redes sociais, TV e rádio em detrimento de atividades de rua. O impasse financeiro compromete a mobilização presencial e pressiona os prazos da disputa nos municípios mineiros.

Candidatos em Minas estão nas redes, na TV e no rádio, mas sumiram das ruas. As direções partidárias nacionais não liberaram os recursos do fundo eleitoral prometidos, e os prazos se encerram.

Sérgio Tadeu Mafra
Sérgio Tadeu Mafra Repórter de Economia Regional · 10 de setembro de 2026 · 3 min de leitura
Falta de dinheiro trava as campanhas em Minas

As campanhas eleitorais estão nas redes sociais, na TV e no rádio, menos nas ruas. Quem passa por cidades do interior de Minas não vê os candidatos nem as placas que inundam a capital. A razão é comum a todos: falta dinheiro, ou mais diretamente, as direções partidárias nacionais não liberaram os recursos do fundo eleitoral. Os valores prometidos não chegaram e os prazos estão se encerrando.

A decisão é de risco, porque afeta as candidaturas estaduais que poderiam impulsionar a campanha nacional. A campanha de rua tem custo igualmente alto, e a disputa nacional entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) parece concentrar o que sobrou de verba.

Como a falta de recursos aparece nas candidaturas

Alguns candidatos, como Gabriel Azevedo (MDB), que já foi o 'rei da internet', sequer gastam dinheiro com impulsionamento. Somente na última sexta, o candidato Patrus Ananias (PT) abriu seu comitê na capital. Nesta semana, chegaram cartazes de Alexandre Kalil (PDT) em Varginha, no Sul de Minas.

O líder de todas as pesquisas, Cleitinho Azevedo (Republicanos), também é boicotado pelo seu partido. Por isso, optou por se esconder: quanto menos campanha e comparação com os rivais, melhor. Fica apenas nas redes sociais e longe da capital.

Os aliados do candidato Mateus Simões (PSD) se perguntam quando ele vai bater para tirar votos de Cleitinho, único postulante de seu campo político que está à frente. Nessa quarta (9), Patrus Ananias divulgou um ataque a Simões chamado de "Intocáveis de Zema", denunciando a bilionária isenção fiscal concedida a empresários. A iniciativa deve refletir a preocupação com eventual crescimento do governista.

O movimento sinaliza que, próximo da reta final, o tiroteio será intenso para ganhar a segunda vaga ao 2º turno, já que a primeira parece ser mesmo de Cleitinho. Até lá, as pesquisas vão continuar batendo cabeça.

O que trava a pauta da Assembleia de Minas

Essa é a única mensagem que os deputados estaduais têm recebido, desde o final do mês passado, sobre a pauta da Assembleia de Minas. Nessa quarta (9), apenas dois deputados estiveram na sessão, que, por falta de quórum, foi encerrada. A maioria absoluta está no interior correndo atrás dos votos que garantam a reeleição e sobrevivência política.

Quatro vetos do governador travam a pauta desde o dia 28 passado. Se não forem votados, o que exige quórum qualificado, nada mais poderá avançar.

O presidente do STF, Edson Fachin, buscou, nessa quarta (9), dar um freio de arrumação na crise que vai empurrando a Corte para o abismo da disputa sangrenta eleitoral pelo poder. Chamou para si a condução da crise contra decisões monocráticas e de torcedores. Melhor será se chamar o colegiado supremo para colocar ordem na casa e no caos. O tempo do Judiciário é o do devido processo legal e não deve seguir nem pode ser contaminado pelos prazos eleitorais.

Nos próximos meses, a tendência é que a ausência de verba nas ruas continue pesando sobre as candidaturas estaduais, enquanto a disputa nacional concentra os recursos. eleições em Minas Gerais

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