Menino de 3 anos morre com traumatismo craniano no Acre
Davi Lucas Santos Maia, de 3 anos, morreu na terça-feira (8) após ser levado ao hospital de Porto Acre. Laudo aponta traumatismo craniano, queimadura de ferro e ferimentos no rosto e pescoço. Mãe e padrasto estão presos.
Davi Lucas Santos Maia, de 3 anos, morreu de traumatismo craniano e apresentava queimaduras de ferro e lesões em diversas partes do corpo, segundo confirmaram ao g1 o avô materno do menino, João Evangelista, e o Ministério Público do Acre (MP-AC). A mãe, Ana Clara dos Santos, de 18 anos, e o padrasto, Tacio Gomes dos Santos, de 23, seguem presos. Ambos negam o crime.
Davi morreu na terça-feira (8) depois de ser levado pelos dois ao hospital de Porto Acre. De acordo com a polícia, o casal afirmou inicialmente que o menino havia caído, mas a equipe médica desconfiou de agressão ao identificar as marcas no corpo. Os dois foram presos em flagrante.
O boletim de ocorrência registra ferimentos no rosto, pescoço, lombar, virilha, glúteos, coxas e braços. Havia ainda uma queimadura no pé e um ferimento nas costas que pode ter sido causado com ferro. O avô materno relatou que ele e a esposa tentavam criar o neto, o que indica que a criança já vinha sendo acompanhada pela família antes da morte.
O que se sabe sobre o caso
O MP-AC acompanha a investigação. A polícia apura as circunstâncias da morte e a versão apresentada pelo casal no momento do atendimento. Não há informação oficial sobre prazo de conclusão do inquérito nem sobre eventual denúncia oferecida pelo Ministério Público.
A morte de Davi reacende a discussão sobre a rede de proteção à infância em cidades pequenas do interior. Casos com sinais de violência costumam chegar ao sistema de saúde já em estado grave, quando a equipe médica aciona a polícia. O caminho inverso, o da prevenção, depende de notificações feitas por escolas, conselhos tutelares e vizinhos.
O que muda para famílias e profissionais
Para quem convive com crianças pequenas, sinais como hematomas em regiões incomuns, queimaduras e lesões repetidas justificam comunicação imediata ao Conselho Tutelar. O Estatuto da Criança e do Adolescente prevê notificação obrigatória por parte de profissionais de saúde e educação.
No Acre, o caso segue sob responsabilidade das autoridades locais. A reportagem do g1 AC mantém canal aberto para receber informações sobre a investigação como acionar o Conselho Tutelar.
O próximo passo processual depende da conclusão do inquérito pela polícia e da manifestação do MP-AC sobre o caso.