Equador: Justiça condena Lenín Moreno a 5 anos de prisão
A Justiça do Equador condenou o ex-presidente Lenín Moreno a cinco anos de prisão por suborno em caso de corrupção na hidrelétrica Coca Codo Sinclair. Entenda o caso.
A Justiça do Equador condenou nesta sexta-feira (28) o ex-presidente Lenín Moreno a cinco anos de prisão por suborno em um caso de corrupção relacionado à construção da maior hidrelétrica do país, a Coca Codo Sinclair, pela empresa chinesa Sinohydro. A sentença foi anunciada em 28 de agosto de 2026, após processo conduzido pela Procuradoria-Geral do Equador.
Segundo a Procuradoria-Geral do Equador, Moreno, de 73 anos, e outras seis pessoas foram condenados no processo. A mulher do ex-presidente e outros familiares receberam penas de quase três anos de prisão por cumplicidade. A Justiça considerou Moreno responsável por se beneficiar de um esquema de corrupção relacionado à usina, que começou a operar em 2016.
De acordo com a Procuradoria, a família do ex-presidente recebeu cerca de US$ 1 milhão em propinas pagas pela Sinohydro para favorecer a construção do empreendimento. A hidrelétrica Coca Codo Sinclair é a maior do Equador, e o caso expõe como contratos públicos de grande porte podem envolver irregularidades.
O ex-presidente foi vice-presidente de Rafael Correa entre 2007 e 2013, período em que o projeto da hidrelétrica foi desenvolvido. A condenação ocorre em um momento de atenção internacional para casos de corrupção na América Latina, e o desfecho pode influenciar a percepção sobre a responsabilização de ex-líderes.
Para famílias que acompanham notícias internacionais, o caso reforça a importância de fiscalizar obras públicas e contratos governamentais. A condenação de Moreno serve de alerta sobre os riscos de desvio de recursos em grandes projetos de infraestrutura, que impactam diretamente a população que depende de serviços públicos.
A sentença ainda pode ser alvo de recurso, e os desdobramentos jurídicos devem continuar nos próximos meses. A Procuradoria-Geral do Equador, responsável pela acusação, não divulgou detalhes sobre possíveis novas investigações relacionadas ao caso.