Cury na Globo: propostas sem plano prático
Augusto Cury (Avante) encerrou as entrevistas da TV Globo com presidenciáveis neste sábado (29). Em cerca de 40 minutos, o escritor e psiquiatra focou em propostas, mas teve dificuldade para explicar como executá-las.
O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) encerrou, na noite deste sábado (29), a série de entrevistas da TV Globo com os presidenciáveis. Diferentemente das sabatinas de Lula e Flávio Bolsonaro, marcadas por longos questionamentos sobre investigações e controvérsias políticas, os cerca de 40 minutos com o escritor e psiquiatra foram concentrados principalmente nas propostas.
O que chamou atenção, porém, foi a dificuldade do candidato em explicar como colocá-las em prática. Quem acompanha o interior de Minas, onde a política se mede pelo que chega à porta da escola e ao posto de saúde, sabe que promessa sem plano é chuva que não molha terra.
A entrevista, que encerrou o ciclo de sabatinas da emissora, não trouxe detalhes sobre prazos, fontes de financiamento ou etapas de implementação. Para o eleitor que decide o voto com base em viabilidade, a ausência desses elementos pesa tanto quanto o conteúdo das propostas.
A seca não é notícia só quando vira tragédia; da mesma forma, uma proposta só ganha valor quando se sabe como será regada. O desafio de Cury, agora, é mostrar que há caminho entre o papel e a prática, algo que a sabatina deixou em aberto eleições 2026 e o que esperar dos candidatos.