Lula tenta conter desgaste após fotos com lobista
A campanha de Lula afirmou que fotos com a lobista Roberta Luchsinger não indicam relação pessoal, profissional ou política. Entenda o contexto.
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na sexta-feira (28) que as fotos ao lado da lobista Roberta Luchsinger não indicam relação pessoal, profissional ou política. Em nota, a equipe disse que o mandatário é abordado para registros fotográficos por ser uma "figura pública". A manifestação veio após imagens circularem nas redes sociais, um dia depois de Lula afirmar, no Jornal Nacional, que nunca viu a empresária.
A nota da campanha reforça que "a existência desses registros não significa relação pessoal, profissional ou política". E completa: "Foi esse o sentido da resposta dada pelo presidente na entrevista ao Jornal Nacional: Lula não mantém qualquer relação com Roberta Luchsinger e nunca teve interlocução com ela". Na sabatina, Lula foi questionado pela jornalista Renata Vasconcellos sobre Roberta, investigada pela Polícia Federal e apontada como próxima de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. "Não conheço essa moça, nunca vi essa moça na minha vida", disse.
Após a entrevista, Roberta publicou pelo menos uma dezena de registros com o presidente em seu perfil, incluindo fotos da campanha de 2022. Como mostrou a CNN Brasil, Lula havia sido alertado antes: em meados de agosto, uma foto de quando Roberta disputava vaga de deputada estadual teria sido mostrada a ele, num encontro com petistas de São Paulo no Palácio da Alvorada.
A avaliação de integrantes da campanha é que a declaração no Jornal Nacional criou novo problema, diante da circulação das imagens. O candidato Flávio Bolsonaro (PL) publicou quatro fotos do presidente ao lado de Roberta após a entrevista. Roberta ficou conhecida como "amiga de Lulinha"; ela e Fábio Luís são investigados pela PF em apurações sobre suposto tráfico de influência. A defesa nega irregularidades.
Lula também disse que as investigações contra o filho são baseadas em "ilações tiradas de telefonemas" e que, se Lulinha for culpado, "pagará o preço". O que muda agora é o tom: a campanha tenta encerrar o assunto com a nota, mas as imagens seguem circulando. eleições 2026 investigações PF