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Asteroide com poder de 22 bombas atômicas pode causar inverno global

ResumoO asteroide Bennu apresenta 1 em 2.700 de chance de colidir com a Terra em 2182. O impacto liberaria energia equivalente a 22 bombas atômicas, potencialmente desencadeando um inverno global com alterações climáticas severas. A probabilidade é baixa, mas o risco exige monitoramento contínuo por agências espaciais.

O asteroide Bennu tem 1 em 2.700 de chance de atingir a Terra em 2182. Se ocorrer, o impacto liberaria energia de 22 bombas atômicas e poderia alterar o clima global. Entenda os riscos.

Sérgio Tadeu Mafra
Sérgio Tadeu Mafra Repórter de Economia Regional · 31 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
Asteroide com poder de 22 bombas atômicas pode causar inverno global

O asteroide Bennu segue entre os corpos celestes mais monitorados pela NASA. A agência espacial norte-americana calcula uma probabilidade de 1 em 2.700, ou 0,037%, de que ele atinja a Terra em 24 de setembro de 2182. O risco, reforça a NASA, continua considerado muito baixo.

Bennu tem cerca de 500 metros de diâmetro e massa estimada em 74 milhões de toneladas. Caso um impacto ocorresse, a energia liberada seria equivalente à explosão de 22 bombas atômicas. As projeções atuais não indicam colisão confirmada; elas vêm de modelos matemáticos que podem mudar conforme novos dados sobre a trajetória cheguem.

O asteroide integra o grupo dos chamados asteroides próximos da Terra (NEAs) e chega a passar a aproximadamente 299 mil quilômetros do planeta. Em 25 de setembro de 2135, ele fará nova aproximação, e a gravidade terrestre pode alterar levemente sua rota, permitindo previsões mais precisas para o século XXII. Há ainda a possibilidade de Bennu atravessar uma "fechadura gravitacional", o que poderia colocá-lo em rota de colisão futura, mas os estudos indicam que isso representa pequena parcela dos cenários.

Simulações com um asteroide de dimensões semelhantes mostram consequências severas. Entre 100 e 400 milhões de toneladas de poeira poderiam ser lançadas na atmosfera. Segundo a cientista coreana Lan Dai, esse material bloquearia parte da luz solar e desencadearia um "inverno de impacto" global, com redução da luminosidade, queda das temperaturas e diminuição das chuvas.

No cenário mais extremo, a temperatura média da Terra cairia cerca de 4°C, a precipitação seria reduzida em 15%, a fotossíntese diminuiria entre 20% e 30%, e a camada de ozônio perderia aproximadamente 32% de sua espessura. Ainda haveria onda de choque, terremotos, incêndios florestais e detritos na atmosfera por anos.

A missão OSIRIS-REx, lançada em setembro de 2016, foi a primeira dos EUA a coletar material de um asteroide. Em outubro de 2020, coletou amostras de Bennu, e a cápsula retornou em setembro de 2023 com 121,6 gramas de material. A nave, rebatizada como OSIRIS-APEX, segue agora rumo ao asteroide Apophis, que se aproximará da Terra em 2029.

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