Votação do fim da escala 6x1 pode ficar para depois das eleições
A votação da PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 foi adiada no Senado nesta quarta-feira (2). Apesar de o governo calcular apoio de 53 ou 54 senadores, a base avaliou que não havia segurança para aprovar a proposta em plenário.
A votação da PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 foi adiada no Senado nesta quarta-feira (2). O governo calculava apoio de 53 ou 54 senadores, número acima dos 49 votos necessários, mas a base governista avaliou que não havia segurança para aprovar a proposta em plenário.
A pauta pode, agora, ficar para depois das eleições. Governistas tentam convencer o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a convocar uma sessão extraordinária ainda em setembro. Se isso não ocorrer, a intenção é votar até o fim de outubro. Até o momento, não há nova data definida.
O recuo ocorreu após nova checagem de votos. Segundo o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), parte dos votos considerados favoráveis não estava garantida. Diante do risco de derrota, a proposta não foi colocada em votação.
A PEC, porém, avançou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que aprovou parecer favorável ao fim da escala 6×1 e um calendário especial para acelerar a tramitação. O texto segue apto para análise do plenário, mas depende de articulação política.
Para o trabalhador mineiro, o impacto é direto: a manutenção da escala 6×1 significa seguir com jornadas de seis dias de trabalho e um de descanso. Qualquer mudança só valerá após a aprovação em dois turnos no Senado e na Câmara, o que, na prática, empurra a decisão para 2025 se a votação ficar para depois das eleições.
O próximo passo é a definição do calendário. Sem sessão extraordinária em setembro, a base governista terá de negociar com Alcolumbre um espaço na agenda de outubro. Até lá, o trabalhador acompanha o desfecho de uma promessa que, como em Minas, decisão grande nasce no miúdo.
reforma trabalhista o que muda direitos do trabalhador 2025