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Correr no frio: como o inverno pode impulsionar a performance

ResumoCorrer no frio exige maior gasto energético do corpo para manter a temperatura central, o que pode favorecer treinos longos e reduzir a percepção de fadiga. Especialistas e atletas apontam que o inverno melhora a eficiência cardiovascular e a resistência, desde que haja aquecimento adequado e vestuário térmico. A prática regular em baixas temperaturas potencializa o desempenho aeróbico.

Correr no frio pode ser aliado da performance: corpo gasta mais energia para manter temperatura, favorece treinos longos e reduz fadiga. Veja o que dizem especialistas e atletas.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 03 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Correr no frio: como o inverno pode impulsionar a performance

A queda nas temperaturas costuma trazer aquela preguiça de sair da cama, e muitos corredores reduzem ou abandonam a prática no inverno. Mas a ciência mostra que a estação mais fria pode ser uma aliada para quem quer melhorar performance, condicionamento e até emagrecer.

Segundo o educador físico Leandro Twin, da BlueFit, em temperaturas mais baixas o corpo aumenta o gasto energético para preservar a temperatura interna. Dependendo das condições ambientais e da exposição ao frio, esse processo pode elevar o consumo calórico diário, tornando o inverno um aliado em programas de emagrecimento associados a alimentação equilibrada e exercícios regulares. Outro benefício é o conforto térmico: comparado aos dias quentes, o frio favorece treinos mais longos, já que o organismo sofre menos com calor excessivo e a fadiga pode ser reduzida.

O bicampeão olímpico da maratona Eliud Kipchoge enfrentou frio e chuva em julho de 2026 ao voltar ao Brasil para a Maratona de Porto Alegre. "Você não pode mudar o clima, mas pode mudar sua mentalidade para se ajustar a ele", afirmou. Inspirado nele, o corredor Daniel Solano, de 32 anos, prefere dias amenos: aos sábados, acorda às 4h para os 18 km da volta da Pampulha, em Belo Horizonte. "Eu pesava 121 kg com 1,71m. Venci a obesidade com a corrida e estou me preparando para minha primeira maratona", conta.

Uma revisão publicada no European Journal of Clinical Nutrition aponta que a exposição ao frio ativa a termogênese induzida pelo frio, mecanismo que aumenta o gasto energético para manter a temperatura corporal estável. A nutricionista Larissa Amorim ressalva: "Esse aumento não deve ser visto como estratégia isolada para emagrecer. O mais importante é a regularidade da atividade física e a combinação com alimentação equilibrada e descanso".

Para evitar lesões, o aquecimento é essencial, principalmente em treinos acima de uma hora. Lucas Kobol, personal trainer da Bio Ritmo, explica: "No inverno, musculatura e articulações ficam mais tensas e a frequência cardíaca mais baixa. Prolongar o aquecimento aumenta o fluxo sanguíneo e evita lesões e tonturas". A vestimenta em camadas também ajuda: mantém o calor sem limitar o movimento.

No inverno, a fome aumenta, e cresce a busca por alimentos calóricos e ultraprocessados. A nutricionista Marcela Mendes orienta: "É natural sentir mais fome, mas o ideal é apostar em refeições que tragam saciedade e conforto, sem excessos". Manter a regularidade é o principal, segundo Leandro Twin, que destaca benefícios para disposição, sono, saúde mental e massa muscular.

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