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Copasa sobre vazamentos na Grande BH: o que diz a estatal

ResumoCopasa afirma que os vazamentos registrados na Grande Belo Horizonte estão dentro do esperado para uma rede de sua extensão. A estatal atribui as ocorrências a fatores como envelhecimento da infraestrutura e variações climáticas, sem comprometimento do abastecimento regular. Copasa monitora os pontos críticos e realiza reparos programados para minimizar impactos à população.

Depois de uma sequência de vazamentos na Grande BH, a Copasa afirmou que as ocorrências estão dentro do esperado para uma rede de seu porte. Entenda o que a estatal diz sobre causas e impactos no abastecimento.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 08 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Copasa sobre vazamentos na Grande BH: o que diz a estatal

Depois de uma sequência de vazamentos e intervenções no sistema de abastecimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), a Copasa enviou nota à imprensa. A estatal afirma que as ocorrências recentes estão dentro dos patamares considerados normais para uma rede do porte da companhia. Os episódios, diz a empresa, têm causas técnicas específicas e não representam aumento generalizado de falhas.

A Copasa opera mais de 65 milhões de metros de redes subterrâneas em Minas Gerais. Desses, cerca de 20 milhões de metros estão concentrados na Grande BH. Parte dessa infraestrutura tem mais de 60 anos de uso, segundo a companhia. A estatal também cita as características geográficas da região como desafio: há pontos com até 400 metros de diferença de altitude, o que exige bombeamento constante para áreas mais elevadas e controle de pressão nas mais baixas.

Sobre os vazamentos, a Copasa diz que o número atual de episódios e de adutoras afetadas permanece dentro dos padrões históricos. As imagens de grandes jatos d'água e rompimentos em vias chamaram a atenção da população, mas a empresa relaciona a repercussão principalmente ao impacto visual. Pequenos furos podem projetar água a grandes alturas mesmo com pressão normal, criando a impressão de um rompimento maior sem que haja colapso total de uma adutora.

A estatal também liga parte dos episódios ao frio dos últimos meses. As baixas temperaturas provocam retração térmica dos materiais das tubulações, que ficam mais rígidas e suscetíveis a trincas. Em dias frios, o consumo de água cai, a pressão interna aumenta e pode forçar pontos vulneráveis.

A Copasa realiza, em média, cerca de 130 intervenções diárias relacionadas a vazamentos de pequeno e grande porte. Os reparos exigem escavações, isolamento das áreas e tempo para recuperação e pressurização gradual. O abastecimento da RMBH é organizado por bacias hídricas e setores de manobra, não por bairros. Por isso, o retorno da água após interrupções é gradual e varia entre regiões.

Na prática, quem mora na Grande BH deve esperar que obras de reparo sigam acontecendo com frequência. A orientação da companhia é que a população acompanhe os canais oficiais para saber sobre interrupções pontuais. O interior também é Minas: aqui, a água que chega em casa depende de uma rede que, em parte, já passou dos 60 anos e enfrenta o relevo acidentado da região metropolitana.

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