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Alemanha sugere que Ucrânia compre armas alemãs após tensão

ResumoAlemanha, por meio do ministro do Exterior Johann Wadephul, sugeriu que a Ucrânia compre armas de empresas alemãs, citando Berlim como maior doadora de Kiev. A declaração ao Bild ocorre após tensões com a Rússia por suposto ataque com drone. A proposta visa fortalecer a indústria de defesa alemã e aprofundar a cooperação militar bilateral.

O ministro do Exterior alemão, Johann Wadephul, disse ao Bild que a Ucrânia deveria comprar mais armas de empresas alemãs, citando o papel de Berlim como maior doadora de Kiev. A declaração ocorre após tensões com a Rússia por suposto ataque com drone.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 08 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Alemanha sugere que Ucrânia compre armas alemãs após tensão

O ministro do Exterior da Alemanha, Johann Wadephul, disse ao jornal Bild, nesta terça-feira (8), que a Ucrânia deveria comprar mais armas de empresas alemãs. Para ele, a posição de Berlim como maior doadora de Kiev dá ao país o direito de esperar encomendas para sua indústria de defesa.

Wadephul afirmou ter assegurado ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em visita no mês passado, que a Alemanha seguirá apoiando a defesa ucraniana contra a Rússia. "Mas também preciso explicar isso aos contribuintes alemães, e o mínimo que se pode fazer é garantir que a indústria de defesa alemã esteja envolvida em todas as atividades de aquisição", disse, segundo o jornal. "No momento, não estamos totalmente satisfeitos com o nível de encomendas que estamos recebendo na Alemanha."

A fala surge dias depois de a Alemanha acusar a Rússia de estar por trás de uma tentativa de ataque com drone ao aeroporto de Leipzig/Halle, em agosto. Segundo as autoridades, o incidente por pouco não causou uma grande catástrofe. Em resposta, Berlim ordenou o fechamento do consulado russo em Bonn e de um centro cultural russo em Berlim. A Rússia negou a acusação.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, citado pela agência estatal TASS, disse que as acusações alemãs representavam, "em grande medida, o início de uma guerra de verdade". Wadephul rejeitou a declaração: "Tivemos de reagir. Ele sabe disso; está claro para todos".

Na mesma entrevista, o ministro defendeu que homens ucranianos em idade de serviço militar que estão na Alemanha voltem ao país. Berlim poderia ajudar o governo ucraniano a identificá-los. "Afinal, sabemos quem vive aqui, quem, por exemplo, recebe benefícios sociais ou está registrado aqui, e quem possui status de residência", explicou.

A cobrança por encomendas mostra como a guerra na Ucrânia virou também tema de política interna alemã. Para o contribuinte local, a conta da defesa de Kiev precisa ter retorno industrial. Ainda não há resposta oficial da Ucrânia sobre a sugestão de compra de armas alemãs.

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