Trump diz que EUA buscarão reembolso da Europa por ajuda militar à Ucrânia
O presidente Donald Trump disse nesta quinta-feira (03) que os Estados Unidos buscarão reembolso da Europa pela ajuda militar fornecida à Ucrânia e à OTAN durante o governo Joe Biden. A declaração foi feita na Truth Social, rede social do próprio Trump.
Trump afirmou que os EUA estão "produzindo munições em níveis nunca vistos antes", mas que estão mantendo os estoques para uso próprio antes de retomar as vendas aos países aliados. "Centenas de bilhões de dólares foram dados à Ucrânia e à OTAN, de graça, que a Europa teria pago, se simplesmente tivessem sido solicitados. Mas vamos pedir esse dinheiro, embora um tanto tardiamente!", escreveu.
O governo Trump tem culpado repetidamente a administração anterior, em vez da guerra com o Irã, por problemas relacionados aos estoques de munições. Trump criticou a imprensa por noticiar escassez, dizendo que os EUA têm "quantidades praticamente ilimitadas de munições de médio a alto nível". "Estamos estocando e nos preparando para qualquer contingência. Estamos ficando com elas para nós mesmos, os EUA, em vez de vendê-las a outros países, mas as vendas para os aliados serão retomadas em breve", acrescentou.
A CNN informou no mês passado que os militares dos EUA já consumiram quase 80% dos interceptadores de um importante sistema de defesa antimísseis. Altos comandantes militares americanos alertam que os estoques de munições do Pentágono estão "perigosamente baixos", segundo várias fontes familiarizadas com a situação. impacto da política externa dos EUA na defesa europeia
A cobrança retroativa à Europa não é nova: Trump já havia defendido a ideia anteriormente. A medida, se concretizada, pode alterar a dinâmica de financiamento da OTAN e gerar tensão entre os aliados.
Na prática, quem vive no interior de Minas acompanha de longe, mas sente no bolso: a política externa americana mexe com preços de insumos e com o câmbio. A retomada de vendas de munições pode aquecer a indústria, mas a cobrança à Europa pode esfriar acordos comerciais. A comunidade internacional observa, e o produtor local fica atento ao que vem por aí.