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Sarampo 2026: tire dúvidas sobre a vacinação e proteja-se

ResumoSarampo 2026 apresenta surto ativo em três cidades paulistas, com orientação do Ministério da Saúde para vacinação de toda a população de 6 meses a 59 anos. A transmissão ocorre por vias aéreas, com sintomas como febre, manchas vermelhas e tosse. O esquema vacinal inclui duas doses da tríplice viral para adultos e uma dose para crianças.

Com casos confirmados de sarampo em três cidades paulistas, o Ministério da Saúde orienta a vacinação de toda a população de 6 meses a 59 anos. Entenda os sintomas, a transmissão e o esquema vacinal.

Vânia Drummond
Vânia Drummond Repórter de Cultura Mineira · 03 de agosto de 2026 · 5 min de leitura
Sarampo 2026: tire dúvidas sobre a vacinação e proteja-se

Sarampo 2026: tire suas dúvidas sobre a doença e a vacinação para conter o avanço

Casos confirmados de sarampo em 2026 nos municípios de São Paulo, São Bernardo do Campo, no ABC, e em Guarulhos, na região metropolitana, levaram o Ministério da Saúde a recomendar a vacinação contra a doença para toda a população de 6 meses a 59 anos nas três cidades. Essa orientação é válida mesmo para quem está imunizado.

O que muda com a recomendação do Ministério da Saúde?

A recomendação será aplicada durante a Campanha Nacional de Multivacinação, voltada a crianças e adolescentes de até 14 anos, 11 meses e 29 dias, de 3 de agosto a 1º de setembro. Bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias das três cidades devem receber a dose zero da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola). Essa dose zero não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação. A criança deve seguir o esquema vacinal de rotina.

Por que o sarampo voltou a preocupar?

Em novembro de 2024, a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) recertificou o Brasil pela eliminação de sarampo, rubéola e síndrome da rubéola congênita. Foi a segunda vez que o país recebeu o certificado pela erradicação da doença. O primeiro, entregue em 2016, foi perdido em 2018 após novos surtos. Agora, com os casos de 2026, a certificação está mantida, mas poderá ser perdida novamente após um ano de transmissão sustentada da doença.

O que é o sarampo e quais os principais sintomas?

O sarampo é uma doença imunoprevenível de transmissão respiratória causada por um vírus. A pessoa pode apresentar febre alta, manchas vermelhas pelo corpo (exantemas), conjuntivite, coriza, mal-estar e tosse seca. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Não existe tratamento específico. São tratados os sintomas para reduzir o desconforto.

Quais são as complicações mais sérias?

Pneumonia, infecção no ouvido, encefalite e óbito. As crianças menores de cinco anos (em especial, abaixo de um ano) e pessoas imunodeprimidas correm mais risco.

Como diferenciar o sarampo de outras doenças?

Os sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças exantemáticas, como a dengue (que também causa manchas vermelhas chamadas petéquias) e a rubéola, que apresenta sinais e sintomas muito parecidos. Conjuntivite, febre, exantema e mal-estar, especialmente em crianças, são indicativos que ajudam a suspeitar do sarampo.

Por que o sarampo é tão contagioso?

O vírus do sarampo possui altíssimo potencial de transmissibilidade e pode permanecer suspenso no ar por até duas horas. Isso significa que mesmo após uma pessoa infectada deixar um ambiente, o vírus continua presente e pode contaminar outras pessoas. A transmissão pode ocorrer entre seis dias antes e até quatro dias após o aparecimento das manchas. Os sintomas costumam surgir de quatro a seis dias após a infecção, intervalo chamado de período de transmissibilidade.

A vacina contra o sarampo é segura?

Sim, é segura e eficaz. É uma das vacinas com menos restrições de uso. Está disponível gratuitamente em todas as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) nos 645 municípios do estado de São Paulo. É contraindicada a imunossuprimidos e bebês menores de seis meses. Pessoas com alergia a algum componente da vacina ou que já tiveram reação adversa devem buscar orientação na unidade de saúde. Gestantes não devem tomar a vacina, pois ela é composta por vírus vivo atenuado, o que representa um risco durante a gravidez.

Quem já teve sarampo está imune?

Sim, quem teve sarampo desenvolve uma imunidade de memória suficiente para se proteger pelo resto da vida. No entanto, quem não sabe se teve a doença ou não tem comprovação de vacinação é orientado a se vacinar. A orientação atual para os três municípios, São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, é que todos entre 6 meses e 59 anos devem tomar a vacina, mesmo quem está imunizado.

Por que a baixa cobertura vacinal facilita o retorno do sarampo?

Quando uma parcela significativa da população não está vacinada, o vírus encontra mais facilidade para se estabelecer e circular na comunidade. A hesitação vacinal e as fake news contribuem para esse cenário. Pessoas vacinadas que entram em contato com o vírus têm menor chance de desenvolver quadros graves e de transmiti-lo a outras pessoas, o que reduz a sua circulação. Por isso, manter alta cobertura vacinal é essencial para evitar o retorno de doenças já eliminadas. No caso do sarampo, a meta é imunizar pelo menos 95% do público-alvo.

Esquema vacinal: o que muda em cada cidade?

Em São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos:

  • Dose zero: crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias.
  • Qualquer pessoa de 6 meses a 59 anos, independentemente do histórico vacinal (a partir de 3 de agosto).

Rotina, demais municípios brasileiros: O esquema vacinal recomendado pelo Ministério da Saúde prevê duas doses: a primeira aos 12 meses, com a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), e a segunda aos 15 meses, com a tetraviral (que inclui varicela). Pessoas de 1 a 29 anos devem ter duas doses da tríplice viral, enquanto adultos de 30 a 59 anos devem ter pelo menos uma. Profissionais de saúde precisam comprovar duas doses independentemente da idade.

Para saber mais sobre como proteger sua família e a comunidade, procure a UBS mais próxima e verifique seu cartão de vacinação. A prevenção começa com cada um de nós, e manter a cobertura vacinal alta é a nossa melhor defesa contra o retorno de doenças que já havíamos eliminado.

Perguntas Frequentes

O sarampo tem tratamento específico?

Não. Não existe tratamento específico. São tratados os sintomas para reduzir o desconforto.

Quem não pode tomar a vacina contra o sarampo?

A vacina é contraindicada a imunossuprimidos e bebês menores de seis meses. Gestantes não devem tomá-la. Pessoas com alergia a algum componente devem buscar orientação na unidade de saúde.

Se eu já tomei a vacina quando criança, preciso me vacinar de novo?

Nas cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, a orientação é que todos entre 6 meses e 59 anos tomem a vacina, mesmo quem está imunizado.

O sarampo pode ser confundido com dengue?

Sim, os sintomas podem ser confundidos com outras doenças exantemáticas, como a dengue, que também causa manchas vermelhas chamadas petéquias, e a rubéola.

O Brasil pode perder o certificado de eliminação do sarampo?

Por enquanto, a certificação está mantida, mas poderá ser perdida novamente após um ano de transmissão sustentada da doença.

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