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Terras raras: Brasil no centro da disputa global

ResumoO BNDES aprovou R$ 77,5 milhões para implantar um centro de pesquisa e processamento de terras raras em Poços de Caldas (MG), dias após o Senado aprovar a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. O investimento posiciona o Brasil como protagonista na cadeia global de minerais estratégicos, essenciais para transição energética e tecnologia.

BNDES aprovou R$ 77,5 milhões para centro de terras raras em Poços de Caldas (MG). Decisão veio dias após o Senado aprovar a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 11 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Terras raras: Brasil no centro da disputa global

O BNDES aprovou um investimento de R$ 77,5 milhões para um centro de terras raras em Poços de Caldas (MG). A decisão veio poucos dias depois de o Senado aprovar a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.

Os dois movimentos parecem restritos ao setor de mineração. Fazem parte de uma disputa maior. Terras raras e minerais críticos são insumos de chips avançados, carros elétricos, turbinas eólicas e equipamentos militares. Controlar o acesso a esses recursos virou questão geopolítica, sobretudo na disputa tecnológica entre Estados Unidos e China.

O Brasil tem as segundas maiores reservas conhecidas de minerais críticos do mundo. Explora pouco desse potencial. Isso coloca o país no radar do interesse estadunidense.

O que mudou com a aprovação no Senado

A Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos passou pelo Senado e dá moldura regulatória a um setor que operava sem marco específico. Na prática, cria referência para projetos como o de Poços de Caldas, que recebe aporte do BNDES.

Para quem acompanha o tema, a leitura é direta: sem política definida, o investimento em pesquisa e processamento fica dependente de decisão caso a caso. Com a política, o caminho ganha regra.

Por que o Brasil interessa tanto

As terras raras entram em chips necessários ao desenvolvimento de inteligência artificial. Também estão em ímãs de turbinas eólicas e motores de carros elétricos. Quem domina a cadeia desses minerais influencia o ritmo da transição tecnológica.

O Brasil tem reserva, mas não tem cadeia industrial consolidada. A distância entre uma coisa e outra é o que define o tamanho do ganho possível.

política nacional de minerais críticos

O que observar daqui pra frente

O aporte em Poços de Caldas é um começo, não um resultado. O centro precisa sair do papel e atrair pesquisa aplicada. A política aprovada no Senado precisa de regulamentação para virar operação.

A pergunta que fica é simples: o país vai processar o minério ou continuar exportando bruto? A resposta depende de decisão pública e de capital privado disposto a bancar a etapa mais cara da cadeia.

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