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CGU pediu ao STF dados para avaliar cassação de aposentadoria de ex-PF

ResumoA Controladoria-Geral da União solicitou ao Supremo Tribunal Federal, em ofício de 7 de maio de 2026, dados bancários e mensagens de WhatsApp de ex-escrivão da Polícia Federal para apurar suposta vantagem indevida. O pedido integra processo que avalia a cassação da aposentadoria concedida ao servidor em agosto de 2022.

Ofício de 7 de maio de 2026 pede informações bancárias e mensagens de WhatsApp para apurar se ex-escrivão da Polícia Federal recebeu vantagem indevida. Aposentadoria dele saiu em agosto de 2022.

Geraldo Assunção
Geraldo Assunção Repórter de Política Estadual · 11 de setembro de 2026 · 4 min de leitura
CGU pediu ao STF dados para avaliar cassação de aposentadoria de ex-PF

A Controladoria-Geral da União (CGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) acesso a provas do caso Master para avaliar uma eventual cassação da aposentadoria de Marilson Roseno da Silva. O ex-escrivão da Polícia Federal é apontado pela investigação como integrante de um grupo de monitoramento e intimidação ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro.

O pedido está em um ofício de 7 de maio de 2026 encaminhado ao ministro André Mendonça, relator do caso. O documento integra os autos das investigações sobre o Master cuja retirada de sigilo foi solicitada pelo presidente do STF, Edson Fachin, na noite dessa quinta-feira (10).

O que a CGU pediu ao STF

No ofício, a CGU solicitou informações bancárias e dados de comunicações, incluindo mensagens de WhatsApp. O objetivo declarado é verificar se há indícios de recebimento de vantagem indevida ou de atuação irregular do ex-servidor.

Marilson se aposentou em 15 de agosto de 2022. O órgão pediu os elementos para analisar se seria possível aplicar a penalidade prevista na legislação dos servidores públicos federais. Ou seja, a CGU não pediu a cassação de imediato: pediu as provas para decidir se cabe abrir esse caminho.

Por que a data da aposentadoria importa

A aposentadoria saiu em agosto de 2022. A apuração trata de fatos que a investigação atribui a um grupo ligado a Vorcaro. A pergunta que a CGU quer responder é se a conduta do ex-escrivão, na época em que era servidor, permite punição mesmo depois da saída do cargo.

A legislação dos servidores federais prevê penalidade que pode alcançar quem já deixou o serviço. É essa a base que a CGU quer usar, segundo o ofício. Sem as provas, não há como saber se o caso se encaixa nessa previsão.

O que muda com a retirada de sigilo

A retirada de sigilo foi pedida por Edson Fachin, presidente do STF, na noite de quinta-feira (10). Com isso, documentos que estavam sob restrição passam a integrar os autos de forma acessível.

Para o leitor de Minas, o ponto prático é outro: o caso Master envolve valores e instituições que circulam no noticiário financeiro e político do estado. Cada vez que uma peça processual sai do sigilo, muda o que se sabe sobre quem fez o quê, e em que prazo a punição pode ou não sair.

O ofício da CGU foi enviado em maio. A retirada de sigilo veio em setembro. Essa diferença de quatro meses mostra que a apuração corre em ritmo próprio, sem anúncio.

Quem é quem no ofício

  • Marilson Roseno da Silva: ex-escrivão da Polícia Federal, aposentado em 15 de agosto de 2022. A investigação o aponta como integrante de grupo de monitoramento e intimidação.
  • Daniel Vorcaro: banqueiro a quem a investigação liga esse grupo.
  • André Mendonça: ministro do STF, relator do caso Master.
  • Edson Fachin: presidente do STF, pediu a retirada de sigilo na noite de quinta-feira (10).
  • CGU: órgão que pediu acesso às provas para avaliar eventual cassação da aposentadoria.

O que ainda não se sabe

O ofício não informa se a CGU já recebeu as informações. Também não há, no documento, prazo para a decisão sobre a cassação. A análise depende do que os dados bancários e as mensagens de WhatsApp mostrarem.

A defesa de Marilson não se manifestou nos autos citados no ofício. O espaço segue aberto para manifestação, conforme o andamento do caso no STF.

Próximo passo do processo

Com o sigilo retirado, o material do caso Master fica disponível para consulta nos autos. A CGU aguarda o acesso às provas para concluir a análise sobre a aposentadoria de Marilson.

A decisão sobre eventual cassação cabe ao órgão, com base na legislação dos servidores federais. Não há data definida para esse desfecho. Em Minas, decisão grande nasce no miúdo: aqui, o miúdo é um ofício de maio que só agora veio a público.

Perguntas Frequentes

O que a CGU pediu ao STF?

Acesso a provas do caso Master, incluindo informações bancárias e mensagens de WhatsApp, para avaliar eventual cassação da aposentadoria de Marilson Roseno da Silva.

Quem é Marilson Roseno da Silva?

Ex-escrivão da Polícia Federal, aposentado em 15 de agosto de 2022. A investigação o aponta como integrante de um grupo de monitoramento e intimidação ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Quando a aposentadoria foi concedida?

Em 15 de agosto de 2022, segundo o ofício da CGU de 7 de maio de 2026.

Quem é o relator do caso no STF?

O ministro André Mendonça. A retirada de sigilo foi solicitada pelo presidente do STF, Edson Fachin, na noite de quinta-feira (10).

A aposentadoria já foi cassada?

Não. A CGU pediu as provas justamente para analisar se cabe aplicar a penalidade prevista na legislação dos servidores públicos federais.

O que acontece agora?

Com a retirada de sigilo, os autos ficam acessíveis. A CGU aguarda o acesso ao material para concluir a análise. Não há prazo definido para a decisão.

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