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Super El Niño muito forte entre setembro e novembro; veja efeitos

ResumoO Super El Niño apresenta 90% de probabilidade de intensidade muito forte entre setembro e novembro de 2023, conforme o Centro de Previsão Climática (CPC/NOAA). O fenômeno altera padrões de chuva e temperatura no Brasil, com secas na Amazônia e no Sul, e chuvas acima da média no Sudeste. A população deve monitorar alertas meteorológicos regionais.

O Super El Niño tem 90% de chance de ser muito forte no trimestre de setembro a novembro, segundo a CPC/NOAA. Entenda os efeitos regionais e como isso afeta a sua rotina.

Sérgio Tadeu Mafra
Sérgio Tadeu Mafra Repórter de Economia Regional · 03 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Super El Niño muito forte entre setembro e novembro; veja efeitos

O fenômeno Super El Niño tem 90% de chance de se intensificar a um nível "muito forte" durante setembro, outubro e novembro, conforme as previsões mais recentes da CPC/NOAA, agência meteorológica dos Estados Unidos. Para quem vive em Minas Gerais, o cenário indica calor acima da média e risco de estiagem prolongada, o que afeta diretamente o bolso e a rotina de quem depende da lavoura ou de abastecimento de água.

Segundo o boletim, as temperaturas devem ficar acima da média em praticamente todo o país no trimestre. Massas de ar frio ainda podem derrubar os termômetros de forma brusca em setembro, mas o predomínio será de calor. Os pesquisadores alertam que eventos mais intensos não significam automaticamente impactos mais severos, apenas aumentam a probabilidade de que eles ocorram.

Na prática, a distribuição de chuva será desigual. A região Sul, com destaque para o Rio Grande do Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul, deve receber volumes acima da média histórica. Já o Norte e o Nordeste tendem a um trimestre mais seco. No centro do país e no Sudeste, áreas como Mato Grosso, Tocantins, norte de Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo têm maior chance de chuva abaixo do normal.

A combinação de calor e estiagem prolongada nas regiões central e norte preocupa os meteorologistas. O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) alerta para o potencial de propagação de queimadas, especialmente se o início da estação chuvosa atrasar, o que é esperado. No Pantanal e na Amazônia Legal, o período entre setembro e novembro normalmente marca a transição da seca para o período chuvoso, mas a atuação do fenômeno deve mudar esse cenário.

A previsão indica chuvas abaixo da média no Amapá, Roraima, Pará, Maranhão, Amazonas, Acre, norte do Mato Grosso e porções norte e central de Tocantins e Rondônia. Além da pouca precipitação, as temperaturas devem ficar acima da média em toda a região, mantendo o solo mais seco e a vegetação mais suscetível ao fogo por mais tempo que o habitual.

Para o mineiro, o efeito prático é a atenção redobrada ao uso da água e ao risco de incêndios em áreas rurais. A tendência para os próximos meses é de calor intenso e chuva escassa em boa parte do estado, sem promessa de alívio rápido. Acompanhe os avisos do Inmet e ajuste o planejamento de plantio e de reserva hídrica.

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