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Silveira prevê leilão de gás no fim de 2026 e preço de até US$ 5,25

ResumoO ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, prevê o primeiro leilão de gás natural da União para o último bimestre de 2026. O preço estimado é de US$ 5 a US$ 5,25 por milhão de BTU, valor inferior aos US$ 14 atuais. A nova política, aprovada pelo CNPE, visa reduzir custos e ampliar a oferta do insumo.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que o primeiro leilão de gás natural da União deve ocorrer no último bimestre de 2026. O preço previsto fica entre US$ 5 e US$ 5,25 por milhão de BTU, bem abaixo dos US$ 14 atuais. A nova política, aprovada pelo CNPE, cria

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 30 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Silveira prevê leilão de gás no fim de 2026 e preço de até US$ 5,25

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta quinta-feira (30) que espera realizar no último bimestre de 2026 o primeiro leilão de gás natural pertencente à União. Segundo ele, a nova política permitirá que o combustível seja ofertado por valores entre US$ 5 e US$ 5,25 por milhão de BTU, ante preços que podem chegar a US$ 14 atualmente. A declaração foi dada durante entrevista coletiva após a reunião do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética).

O conselho aprovou uma resolução que reestrutura a política de comercialização do gás natural da União e estabelece dois modelos de leilão conduzidos pela PPSA (Pré-Sal Petróleo): um de curto prazo e outro de longo prazo. A medida promete mexer com o mercado de gás no Brasil, especialmente para setores que dependem do insumo.

O que muda com a nova política de comercialização do gás?

A resolução do CNPE cria dois caminhos para a venda do gás da União. Os leilões de curto prazo, previstos para o período de 2026 a 2030, devem atender, inclusive, à demanda de usinas termelétricas. Já os contratos de longo prazo, a partir de 2030, têm como principal objetivo garantir uma oferta mais competitiva e previsível para a indústria brasileira.

"Vai ter leilões de curto prazo para servir, inclusive, às termelétricas, e os de longo prazo para servir à indústria nacional", afirmou Silveira.

Quem conduz os leilões?

A PPSA (Pré-Sal Petróleo) será a responsável por realizar os certames. Silveira afirmou que a nova estrutura dará à estatal melhores condições para administrar e comercializar o gás pertencente à União. "Vai dar condição de a PPSA usar seu poder de empresa para maximizar esse recurso e fazer o gás ser leiloado a US$ 5 ou US$ 5,25, em vez de US$ 14", disse.

Por que o preço do gás pode cair?

A lógica do ministro é direta: ao centralizar a comercialização e criar concorrência nos leilões, o custo do gás tende a cair. Hoje, o preço pode chegar a US$ 14 por milhão de BTU, um valor que pesa no bolso de indústrias químicas, petroquímicas, de fertilizantes e siderúrgicas - setores que a resolução define como prioritários.

"A preocupação não é a arrecadação. É um fruto importante também, mas a preocupação é aumentar a competitividade da indústria", afirmou Silveira. A frase deixa claro que o governo não mira a maximização da receita federal com a venda do gás, mas sim a redução de custos produtivos.

Quem são os setores beneficiados?

A resolução aprovada pelo CNPE estabelece que o gás será destinado prioritariamente a setores intensivos no uso do insumo. A lista inclui as indústrias química, petroquímica, de fertilizantes e siderúrgica. Esses segmentos, que consomem grandes volumes de gás natural, devem sentir o impacto direto da redução de preço.

O que esperar dos leilões de curto prazo?

Os leilões de curto prazo, que vão de 2026 a 2030, têm um caráter mais imediato. Eles servirão para abastecer termelétricas e também para testar o modelo de comercialização. Já os de longo prazo, a partir de 2030, miram a previsibilidade para a indústria, permitindo contratos mais estáveis.

Como fica a indústria nacional?

Para quem vive no interior de Minas, onde o custo de energia e insumos pesa no dia a dia das fábricas e cooperativas, a notícia é um alívio. Um produtor de fertilizantes da região, por exemplo, pode ver sua conta de gás cair pela metade se o preço sair dos US$ 14 atuais para os US$ 5 prometidos. Mas é cedo para comemorar: o leilão ainda depende de ajustes e da efetiva execução pela PPSA.

"A competitividade da indústria é o foco", repetiu o ministro. E, de fato, a queda no preço do gás pode ser um fator decisivo para a retomada de investimentos em setores que sofrem com a concorrência internacional.

Perguntas Frequentes

Quando será o primeiro leilão de gás da União?

O ministro Alexandre Silveira afirmou que espera realizar o primeiro leilão no último bimestre de 2026.

Qual o preço previsto para o gás nos leilões?

O gás deve ser ofertado por valores entre US$ 5 e US$ 5,25 por milhão de BTU, ante os US$ 14 atuais.

Quem vai conduzir os leilões?

Os leilões serão conduzidos pela PPSA (Pré-Sal Petróleo), conforme a resolução aprovada pelo CNPE.

Quais setores terão prioridade na compra do gás?

Setores intensivos no uso do insumo, como indústrias química, petroquímica, de fertilizantes e siderúrgica.

Qual a diferença entre os leilões de curto e longo prazo?

Os de curto prazo (2026-2030) atenderão termelétricas e demandas imediatas; os de longo prazo (a partir de 2030) visam oferta competitiva e previsível para a indústria.

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