Alarme solar em escolas do RJ evita furto de cabos e interrupção de aulas
A Secretaria estadual de Educação do Rio de Janeiro começou a instalar um sistema de alarme movido a energia solar nas mais de 1.200 escolas da rede. O equipamento, que funciona independente da rede elétrica, já mostrou eficiência ao frustrar uma tentativa de furto em Duque de Ca
A Secretaria estadual de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc) começou a instalar um novo sistema de alarme movido a energia solar nas mais de 1.200 escolas da rede para impedir que criminosos furtem cabos elétricos e deixem dezenas de alunos sem aulas. O equipamento funciona de forma independente da rede de energia, justamente para continuar operando mesmo em casos de vandalismo ou corte de fios por bandidos.
As unidades afetadas pelos furtos estão passando por reparos e, ao mesmo tempo, já começam a receber o novo dispositivo de segurança. A iniciativa faz parte de uma ação da secretaria para evitar novos prejuízos e garantir que as atividades escolares não sejam interrompidas.
Como funciona o alarme solar nas escolas do RJ
O sistema de alarme movido a energia solar foi projetado para ser autônomo. Diferente de sistemas convencionais, que dependem da rede elétrica e podem ser desativados com o corte de fios, este equipamento continua operando mesmo quando criminosos danificam a fiação. A fonte de energia é a luz solar, armazenada em baterias, o que garante funcionamento contínuo.
A Seeduc optou por essa tecnologia justamente por sua resiliência. Em escolas que sofreram furtos, os reparos são feitos simultaneamente à instalação do alarme, criando uma barreira adicional contra novos ataques.
Primeira escola contemplada: Ciep Brizolão 320 em Duque de Caxias
A primeira escola a receber o novo sistema foi o Ciep Brizolão 320 Ercília Antônia da Silva, localizado em Chácaras Arcampo, em Duque de Caxias. O equipamento já mostrou eficiência logo nos primeiros dias de funcionamento.
Na madrugada do dia 10 de julho, pelo menos 3 criminosos chegaram de carro à unidade. O grupo pulou o muro da escola e tentou furtar cabos que haviam sido reinstalados horas antes no local. Sem saber da existência do alarme, os invasores cortaram os fios e o sistema foi acionado automaticamente.
O alarme que acordou a vizinhança
Com um volume extremamente alto, capaz de acordar moradores da vizinhança, o alarme surpreendeu os invasores. Eles abandonaram a ação e fugiram correndo. O caso foi registrado pela Seeduc como uma demonstração prática da eficácia do novo sistema.
Suspeita de quadrilha especializada em furto de cabos
A Seeduc suspeita da atuação de uma quadrilha especializada em furtos de cabos em escolas da rede estadual. A avaliação é de que os autores não seriam usuários de drogas agindo de forma isolada, mas integrantes de um grupo organizado. A suspeita se baseia no fato de que os criminosos costumam chegar em veículos e agir de maneira planejada.
Diante dos recorrentes ataques às unidades escolares, a secretaria registrou boletim de ocorrência e segue colaborando com as investigações para identificar e responsabilizar os criminosos.
Impacto na rotina escolar
O furto de cabos elétricos tem causado prejuízos e transtornos em diversas escolas do estado. Quando os fios são cortados, as unidades ficam sem energia elétrica, o que interrompe as aulas e afeta dezenas de alunos. A Seeduc espera que o novo sistema de alarme reduza significativamente esses casos.
A instalação do alarme solar representa uma mudança na estratégia de segurança das escolas. Em vez de apenas reparar os danos após os furtos, a secretaria passa a agir de forma preventiva, com um sistema que não pode ser desativado pelos criminosos.
Perguntas Frequentes
O alarme solar funciona à noite?
Sim. O sistema armazena energia solar durante o dia em baterias, garantindo operação contínua durante a noite.
Quantas escolas receberão o alarme?
A Seeduc começou a instalar o sistema nas mais de 1.200 escolas da rede estadual.
O alarme já evitou algum furto?
Sim. Na madrugada de 10 de julho, o sistema frustrou uma tentativa de furto no Ciep Brizolão 320, em Duque de Caxias.
Quem está investigando os furtos?
A Seeduc registrou boletim de ocorrência e colabora com as investigações para identificar os criminosos.
O que acontece com as escolas que já foram furtadas?
As unidades afetadas estão passando por reparos e, ao mesmo tempo, recebendo o novo dispositivo de segurança.