Sanidade animal se torna diferencial econômico para pecuária brasileira
O reconhecimento internacional do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação consolidou a credibilidade como um dos principais ativos da pecuária nacional. A certificação da OMSA em 2025 abriu portas para mercados estratégicos, como China e Rússia, ampliando o potencial
Sanidade animal se torna diferencial econômico para pecuária brasileira
A sanidade animal se tornou diferencial econômico para a pecuária brasileira após o reconhecimento internacional como país livre de febre aftosa sem vacinação. A certificação da OMSA (Organização Mundial de Saúde Animal), obtida em 2025, consolidou a credibilidade como um dos principais ativos do setor, segundo representantes da área.
O Brasil não registra casos de febre aftosa desde 2006. Após anos de campanhas de vacinação, vigilância epidemiológica e investimentos em fiscalização, o país recebeu o status mais elevado de segurança sanitária, abrindo portas para mercados que exigem esse padrão.
Reconhecimento da China e da Rússia
Um dos principais marcos ocorreu em junho deste ano, quando a China reconheceu oficialmente todo o território brasileiro como livre de febre aftosa. A decisão encerrou negociação de cerca de dois anos e eliminou restrições que ainda existiam para alguns estados. Como maior destino das exportações do agronegócio brasileiro, o mercado chinês agora permite a comercialização de carnes de maior valor agregado, como com osso e miúdos.
Dias depois, a Rússia também reconheceu oficialmente todo o território brasileiro como área livre de febre aftosa sem vacinação. Segundo os governos brasileiro e russo, a decisão reflete o novo status conferido pela OMSA e demonstra confiança no sistema de defesa agropecuária do país.
Banco de antígenos fortalece prevenção
Mesmo com o reconhecimento, o Brasil continua investindo em prevenção. Em julho, o Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) colocou em operação o Banco Nacional de Antígenos para Febre Aftosa, instalado em Garín, na Argentina. A estrutura funciona como reserva estratégica de antígenos para produção de vacinas, permitindo resposta rápida caso haja foco da doença.
A iniciativa integra o plano nacional de contingência sanitária e busca proteger um rebanho superior a 230 milhões de bovinos. Durante a inauguração, o ministro do Mapa, André de Paula, afirmou à CNN Brasil que a medida reforça a credibilidade da defesa agropecuária brasileira.
O histórico recente mostra que a sanidade animal deixou de ser apenas questão veterinária para se tornar diferencial econômico. O reconhecimento da OMSA, seguido pelas decisões de China e Rússia, amplia a competitividade da carne brasileira em um mercado cada vez mais exigente.
Perguntas Frequentes
O que é febre aftosa?
A febre aftosa é uma doença viral altamente contagiosa que afeta animais de casco fendido, como bovinos, bubalinos, suínos, ovinos e caprinos. Embora raramente represente risco para seres humanos, provoca febre, lesões na boca e nos cascos.
Quando o Brasil foi reconhecido livre de febre aftosa?
O Brasil recebeu da OMSA, em 2025, o reconhecimento como território livre de febre aftosa sem vacinação. O país não registra casos da doença desde 2006.
Qual a importância do reconhecimento da China?
A China, maior destino das exportações do agronegócio brasileiro, reconheceu oficialmente todo o território brasileiro como livre de febre aftosa em junho deste ano, eliminando restrições para estados e permitindo exportação de carnes de maior valor agregado.
O que é o Banco Nacional de Antígenos?
É uma reserva estratégica de antígenos para produção de vacinas, instalada em Garín, na Argentina, e operada pelo Mapa desde julho. Permite resposta rápida caso seja detectado foco de febre aftosa.
Como a Rússia reagiu ao novo status sanitário?
A Rússia reconheceu oficialmente todo o território brasileiro como área livre de febre aftosa sem vacinação, fortalecendo a agenda comercial e melhorando o acesso das proteínas brasileiras ao mercado russo.