Probabilidade da reeleição de Lula sobe de 38% para 60%, diz Quaest
O CEO da Quaest, Felipe Nunes, afirmou que a probabilidade de reeleição do presidente Lula subiu de 38% para quase 60% desde o início do ano. A recuperação da aprovação do governo, de 43% para 47%, impulsionou a mudança. A decisão deve ficar nas mãos dos eleitores independentes.
Probabilidade da reeleição de Lula foi de 38% para 60% desde o início do ano, diz CEO da Quaest
A probabilidade de reeleição do presidente Lula subiu de 38% para quase 60% desde o início do ano, segundo o cientista político e CEO da Quaest, Felipe Nunes. A afirmação foi feita nessa segunda-feira (27), durante almoço empresarial promovido pelo Grupo Lide, em São Paulo. Para Nunes, a mudança é "muito significativa" e está atrelada à recuperação da aprovação do governo, que passou de 43% para 47%.
O que mudou na aprovação do governo Lula?
No começo do ano, quando a aprovação do governo estava próxima de 43%, o modelo da Quaest estimava uma probabilidade de reeleição em torno de 38%. Com a recuperação para perto de 47%, essa probabilidade passou para quase 60%, explicou Nunes. A análise de 140 eleições em 18 países da América Latina nos últimos 30 anos revela um padrão: governantes em busca de novo mandato ganham, em média, quatro pontos percentuais de aprovação no período pré-campanha, movimento observado com Lula neste ano.
Eleitores independentes e rejeição a Flávio Bolsonaro
Na avaliação de Nunes, a decisão eleitoral deve ficar novamente nas mãos dos eleitores independentes, que não se identificam com nenhum dos polos. As rodadas mais recentes da Quaest indicam que esse grupo passou a rejeitar mais o principal candidato da oposição, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e a se aproximar do governo Lula. O cientista político acrescentou que, embora a direita possa estar "desanimada" com a candidatura do senador, continua rejeitando fortemente o PT, uma tensão central para o desfecho da disputa.
Os quatro modelos da Quaest
Nunes explicou que a Quaest utiliza quatro modelos para analisar o cenário eleitoral. O primeiro relaciona aprovação do governo a chances de reeleição. O segundo considera fatores econômicos como inflação, emprego e renda. Medidas como o "Desenrola", a ampliação da isenção do Imposto de Renda e o debate sobre redução da jornada de trabalho melhoraram a percepção entre eleitores de centro. O terceiro modelo leva em conta as principais preocupações do eleitorado, como violência e corrupção, que favorecem a oposição. O quarto, de "calcificação política", aponta dois blocos consolidados: 35% de lulistas e 35% de bolsonaristas.
Pesquisa Genial/Quaest de julho
Na pesquisa Genial/Quaest mais recente, divulgada em 15 de julho, Lula lidera o primeiro turno com 39% das intenções de voto, ante 29% de Flávio Bolsonaro. Em eventual segundo turno, o petista venceria o senador por 45% a 37%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
O cenário ainda não está decidido
Nunes ponderou que, nos últimos dois anos, tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro já foram dados como politicamente derrotados e conseguiram se recuperar ao menos três vezes. Entre as incógnitas estão a reorganização da direita em torno de Flávio, a eventual construção de outra candidatura e a capacidade do bolsonarismo de reduzir sua rejeição entre independentes.
Perguntas Frequentes
A probabilidade de reeleição de Lula realmente subiu para 60%?
Sim. Segundo o CEO da Quaest, Felipe Nunes, a estimativa dos modelos do instituto subiu de 38% para quase 60% desde o início do ano.
O que explica o aumento da probabilidade?
A recuperação da aprovação do governo, que passou de 43% para 47%, e a melhora da percepção econômica entre eleitores de centro.
Quem são os principais adversários de Lula?
O principal candidato da oposição é Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Outros nomes mencionados são Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).
Qual a margem de erro da pesquisa Genial/Quaest?
A margem de erro é de dois pontos percentuais.
A eleição já está decidida?
Não. Nunes afirma que a eleição ainda não está decidida e que ambos os polos já se recuperaram de derrotas políticas ao menos três vezes nos últimos dois anos.